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SÃO PAULO – Os riscos do período de transição que vive a economia global atualmente são os mais altos nos últimos anos, afirmaram os analistas da agência internacional de rating Moody’s.
Em relatório divulgado na última quarta-feira (30), os analistas da Moody’s estabeleceram três possíveis cenários turbulentos para a economia mundial em 2008, baseados por sua vez em um panorama mais moderado, e plausível.
Neste quadro-base, a agência aposta em um crescimento econômico global ainda sólido neste ano, puxado pelo desempenho dos mercados emergentes, que devem amortecer os “ventos de uma recessão” nos EUA.
Entretanto, apesar de mais ameno, tal cenário não desconsidera as turbulências nos sistemas financeiro e de crédito, que devem continuar impactados pela crise imobiliária norte-americana, porém, sem deflagrar uma “severa crise”, nas palavras dos analistas.
Recessão nos EUA, inflação no mundo
Estabelecidas tais projeções, a Moody’s identifica três possíveis cenários mais ameaçadores à economia global, sendo o primeiro deles baseado na teoria de decoupling.
Para os analistas, um quadro de maior recessão nos EUA e, paralelamente, de um crescimento ainda robusto pelo resto do mundo implicaria uma forte tendência de desvalorização do dólar, levando conseqüentemente a maiores pressões inflacionárias nos mercados emergentes e nos preços de commodities, como o petróleo.
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Estagflação e estagnação
O segundo cenário de risco traçado pelos analistas vai além, ao levar em conta uma combinação entre recessão norte-americana e inflação crescente no país, quadro este conhecido como estagflação.
De fato, a possibilidade de uma estagflação instalar-se sobre a economia norte-americana em 2008 vem sendo recentemente cogitada por alguns analistas, tendo em vista o impacto que a política de flexibilização monetária aplicada pelo Fed tem sobre a inflação.
Já o terceiro cenário traçado pela Moody’s baseia-se na probabilidade de uma estagnação econômica mundial, com os efeitos de uma recessão nos EUA estendendo-se aos mercados emergentes.