Bolsas da Europa fecham em queda, pressionadas por Airbus e empresas de defesa

Rheinmetall (-2,2%) esteve entre as ações de maior volume de negociações da bolsa alemã, refletindo a pressão provocada pelo setor de defesa na Europa, após autoridades indicarem avanço nas negociações para paz na Ucrânia

Estadão Conteúdo

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As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta segunda-feira, 1º de dezembro, pressionadas pelo tombo da Airbus após recall de aeronaves, e perdas de empresas relacionadas à indústria de defesa, conforme investidores monitoram tentativas de alcançar cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia. Em Londres, o acordo preliminar entre EUA e Reino Unido sobre preços de medicamentos trouxe pouco alívio para farmacêuticas.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,18%, a 9.702,53 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1%, a 23.597,44 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,32%, a 8.097 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,22%, a 43.259,48 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0 11%, a 16.389,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,04%, a 8.107,17 pontos. As cotações são preliminares.

Frankfurt liderou perdas dos mercados europeus, em queda intensa durante a maior parte da sessão enquanto os outros índices oscilaram em baixa mais modesta. A Rheinmetall (-2,2%) esteve entre as ações de maior volume de negociações da bolsa alemã, refletindo a pressão provocada pelo setor de defesa na Europa, após autoridades indicarem avanço nas negociações para paz na Ucrânia.

No fim de semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reuniu com autoridades europeias e elaborou uma nova proposta mas ponderou que ainda há pontos a serem discutidos. Na terça-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, deve se encontrar com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff.

O subíndice de aeroespaço e defesa do Stoxx 600 caiu 2,88%, também sob o peso do tombo nas ações da Airbus (-5,8%). A fabricante francesa de aeronaves disse ter concluído reparos na linha A320, mas uma reportagem da Reuters revelou que o defeito de produção já atrasa algumas entregas.

No campo comercial, investidores acompanharam um acordo preliminar entre os EUA e o Reino Unido, que determina a isenção de tarifas sobre produtos farmacêuticos britânicos na Seção 232 desde que Londres se comprometa a reduzir preços de medicamentos. O anúncio teve pouco efeito sobre papéis de farmacêuticas britânicas, com a Astrazeneca fechando em baixa de 1,1%.

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Contrariando o clima geral, o subíndice de recursos básicos europeu teve alta de 0,8%, em linha com os ganhos do ouro, da prata e de alguns metais básicos – como o cobre – entre commodities.

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