Publicidade
O maior salário fixo pago a um profissional no Brasil é de R$ 100 mil por mês, apontou o levantamento Guia Salarial 2026 da consultoria de recursos humanos Michael Page. Cinco cargos pagam esse valor no Brasil, sendo quatro no setor da saúde e um no varejo.
No setor da saúde, ganha R$ 100 mil quem trabalha como superintendente/diretor médico em empresas de saúde; líder de unidade de negócios em empresas de dispositivos médicos; gerente geral em empresa de dispositivos médicos e líder de Unidade de Negócios em indústria farmacêutica.
Já o varejo oferece salário fixo equivalente a R$ 100 mil reais ao mês para o cargo de gerente geral de operações. Entre os dez primeiros cargos com melhores remunerações, aparecem também empregos em setores como vendas, bancário e tecnologia da informação.
Continua depois da publicidade

Bolsonaro poderá migrar para o semiaberto a partir de 2030? Entenda
Bolsonaro cumprirá a pena inicialmente em regime fechado, já que a condenação é de mais de oito anos de prisão

Bolsonaro ainda pode recorrer? Saiba o que acontecerá na trama golpista
Defesa do ex-presidente ainda pode protocolar recursos, mas tendência é que eles sejam negados
O levantamento analisou 548 posições em 15 áreas e ouviu mais de 7 mil profissionais. O valor não inclui a análise de bônus e remuneração variável. Os setores avaliados foram agronegócio, bancos e serviços financeiros, construção civil, energia, engenharia e manufatura, finanças e impostos, jurídico, marketing, recursos humanos, saúde, seguros, supply chain, tecnologia, varejo e vendas.
A listagem a seguir apresenta as 20 profissões com a maior remuneração fixa mensal do estudo, priorizando o valor máximo do salário fixo para empresas de grande porte:
| Cargo | Setor | Valor Salarial Fixo (Máximo Mensal) |
|---|---|---|
| Superintendente / Diretor Médico | Saúde (Serviços em Saúde) | R$ 100.000 |
| Head de Unidade de Negócios | Saúde (Dispositivos Médicos) | R$ 100.000 |
| Gerente Geral | Saúde (Dispositivos Médicos) | R$ 100.000 |
| Head de Unidade de Negócios | Saúde (Farmacêutico) | R$ 100.000 |
| General Manager | Varejo | R$ 100.000 |
| Country Manager / Diretor de Unidade de Negócios | Vendas (Bens de Consumo) | R$ 90.000 |
| Vice-Presidente / Diretor Executivo Comercial | Bancos e serviços financeiros (FINTECHS) | R$ 89.000 |
| Vice-Presidente / Diretor Executivo de Produtos | Bancos e serviços financeiros (FINTECHS) | R$ 89.000 |
| CFO | Finanças e impostos | R$ 85.000 |
| Gerente / Diretor Geral | Saúde (Serviços em Saúde) | R$ 80.000 |
| Superintendente / Diretor Comercial e de Novos Negócios | Saúde (Serviços em Saúde) | R$ 80.000 |
| Diretor de Unidade de Negócios / Diretor Comercial | Saúde (Farmacêutico) | R$ 80.000 |
| Gerente Geral | Saúde (Farmacêutico) | R$ 80.000 |
| Diretor Comercial | Vendas (Bens de Consumo) | R$ 80.000 |
| Diretor de Tecnologia (CIO) | Tecnologia | R$ 75.000 |
| Sócio | Jurídico (Prática Privada / Societário & M&A) | R$ 70.000 |
| Sócio | Jurídico (Prática Privada / Tributário) | R$ 70.000 |
| Diretor de Operações | Supply chain (Transporte, Operações, Logística e Trade) | R$ 70.000 |
| Diretor Comercial | Varejo | R$ 70.000 |
| Diretor de Produtos | Varejo | R$ 70.000 |
Ano que vem
O estudo também questionou as empresas sobre as perspectivas para os salários 2026. A Michael Page apontou que as companhias devem ser cautelosas, com 45% não concedendo reajustes salariais além do obrigatório.
Há um descompasso entre as empresas e os trabalhadores: 59% dos profissionais não tiveram aumento no último ano e só 28% dizem ter acesso real a capacitação, enquanto 60% das organizações afirmam oferecer programas de desenvolvimento.
Para trabalhar a atração de talentos, além dos salários, as empresas precisam se preocupar também com flexibilidade e oportunidades para o desenvolvimento da carreira. 73% das empresas ouvidas declararam que estão enfrentando dificuldades na contratação por falta de profissionais qualificados.
“O desafio é construir pacotes de benefícios que realmente façam a diferença para os colaboradores, fortalecendo a competitividade para atrair e reter profissionais que farão a diferença”, diz Ricardo Basaglia, CEO da Michael Page no Brasil e colunista do Estadão. Para 55% dos candidatos, saúde, alimentação e capacitação contam tanto quanto remuneração.
Continua depois da publicidade
Os entrevistados apontam como grandes desafios na contratação de novos talentos a alta rotatividade ou falta de engajamento (61%), além de expectativas salariais acima do orçamento disponível (58%). No estudo, os autores avaliam que “os fatores estão interligados: profissionais com qualificações específicas têm maior poder de barganha, o que eleva o turnover e pressiona os salários”.
Em relação ao regime de trabalho presencial, híbrido ou home office, os dados indicam que o modelo presencial integral permanece como o mais comum e voltou a crescer, sendo utilizado por 42% das corporações, contra 36% no estudo anterior. O formato híbrido, embora ainda bastante representativo, apresentou variações: sua adoção entre empresas caiu de 50% para 44%, enquanto entre profissionais cresceu de 37% para 40%, ambos com variações de escala.