FMI volta a apontar para risco de contágio dos países emergentes pela crise

Ninguém está imune à crise, principalmente com a deterioração das condições financeiras globais, diz órgão

Publicidade

SÃO PAULO – Em conferência do Banco da França nesta quarta-feira (27), Jaime Caruana, diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI (Fundo Monetário Internacional), afirmou que nenhuma economia está imune à crise financeira, incluindo os países emergentes.

Para Caruana, esses países, entre eles China e Brasil, conseguiram lidar muito bem com as turbulências no mercado financeiro até agora, mas o risco de contágio não pode ser descartado, principalmente com “as condições ficando mais apertadas no mundo todo”.

O depoimento de Caruana ficou alinhado às declarações do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, há duas semanas, de que “está se tornando cada vez mais claro que os efeitos macroeconômicos da crise no mercado financeiro serão sérios e nenhuma região irá escapar inteiramente ilesa”.

Impactos globais da crise

No mês passado, o FMI reduziu sua projeção de crescimento global em 2008, de 4,4% para 4,1%, consideravelmente abaixo dos 4,9% verificados no ano passado, e advertiu que a atividade econômica pode desacelerar ainda mais.