Dólar retoma trajetória de quedas e desafia instabilidade externa

Moeda norte-americana volta a fechar em recuo acentuado, após ter interrompido quedas consecutivas na sessão passada

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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em recuo nesta segunda-feira (3) depois de ter operado em leve alta, no começo do dia, refletindo a movimentação de Wall Street.

A instabilidade externa, causada por indicadores da economia dos Estados Unidos que decepcionaram investidores, não afetou as negociações da moeda norte-americana no mercado interno. Isto porque, investidores estrangeiros parecem estar confiantes nos bons fundamentos da economia brasileira.

A leitura de fevereiro do ISM Index veio com melhor que a esperada, mas ainda anotou retração da atividade industrial no país. Por outro lado, a crise no mercado imobiliário norte-americano persiste, tendo sido mais uma vez confirmada com a queda nos gastos com construção civil medidos pelo indicador Construction Spending.

Leilão do BC

O Banco Central (BC) realizou nesta segunda-feira um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas a moeda norte-americana aprofundou a queda depois da operação.

A autoridade monetária definiu taxa de corte em R$ 1,6730. Pelo menos uma das propostas divulgadas foi aceita.

Reservas e saldo comercial

As negociações também foram influenciadas pela notícia de que as reservas internacionais subiram US$ 1,361 bilhão, segundo dados do BC. Com a elevação, o total passou de US$ 191,541 bilhões, registrados na quinta-feira (dia 28), para US$ 192,902 bilhões no conceito de liquidez internacional.

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Por outro lado, a balança comercial anotou menor entrada de divisas no país em fevereiro, quando registrou um saldo positivo de US$ 882 milhões, em contraste com o superávit de janeiro, que havia sido de US$ 944 milhões.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6700 na compra e R$ 1,6720

na venda, forte baixa de 1,12% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9300, representando um ágio de 15,57%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,12% em março, frente
à baixa de 3,97% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,86%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 1.679,
forte baixa de 1,15% em relação ao fechamento
de R$ 1.699

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da última sexta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em alta de 0,45%,
atingindo R$ 1.690 frente
à R$ 1.683 do fechamento de
sexta-feira.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6710.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,33% para maio de 2008, estável em relação à cotação do último ajuste.

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