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SÃO PAULO – As projeções de fracos números a serem registrados pelo Relatório de Emprego dos EUA alimentam novas esperanças no mercado de um corte emergencial no juro básico do país.
Contudo, há uma voz dissidente no Federal Reserve, alertando para o crescimento das pressões inflacionárias na economia norte-americana. Nesta sexta-feira, o presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, mais uma vez se mostrou temeroso quanto à alta nos preços no país.
De acordo com o discurso realizado por Fisher em Paris, as elevações nos preços de commodities dificultam a ação do Fed, na medida em que tornam mais confusa uma determinação precisa de quanto a inflação está efetivamente crescendo nos EUA.
Segundo ele, uma reação imediata a pressões localizadas consiste em um erro dos Bancos Centrais. De fato, Fisher vem se mostrando o mais reticente dentre os membros do Fed quanto aos agressivos cortes na taxa básica de juro norte-americana aplicados pela autoridade monetária desde a eclosão da crise do subprime.
Outros discursos
Nesta sexta-feira, entretanto, Fischer recusou-se a comentar acerca do rumo do juro básico norte-americano. Na mesma conferência parisiense, estão previstos ainda os discursos da presidente do Fed de São Francisco, Janet Yellen, e do vice-presidente do Fed Donald Kohn.
A escalada do preço de commodities, já motivada por fatores específicos do mercado como safras e tensões geopolíticas, vem crescendo ainda mais com a tendência de desvalorização do dólar no mundo, o que eleva a atratividade das commodities como investimentos alternativos.
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No último pregão, o barril de petróleo atingiu novo recorde de valorização, encerrando as negociações a US$ 105,53 na praça de Nova York.