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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em avanço pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira (10) em meio à piora do cenário externo, que foi abalado por mais notícias de deterioração no setor financeiro.
Relatório publicado nesta manhã pelo JPMorgan afirma que alguns dos principais bancos mundiais estão à beira de uma “chamada de margem sistêmica”, que deverá fazer com que as instituições desembolsem cerca de US$ 325 bilhões.
Somando-se a isso, rumores de que o Bear Stearns não tem caixa, ainda que desmentidos pela instituição, aumentaram a cautela de investidores e agravaram o negativismo dos mercados.
Ao mesmo tempo, a cotação do dólar sofre influência da informação de que a balança comercial brasileira registrou déficit pela terceira semana consecutiva, o que pode comprometer as projeções do saldo anual.
Leilão do BC
O Banco Central interveio no mercado à vista no final da jornada, comprando dólares à taxa de corte de R$ 1,7070, e a moeda norte-americana manteve a forte alta depois da operação.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7040 na compra e R$ 1,7060
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na venda, forte alta de 1,37% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9500, representando um ágio de 14,44%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,89% em março, frente
à baixa de 0,14% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,94%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 1.712,
forte alta de 1,36% em relação ao fechamento
de R$ 1.689
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte alta de 1,35%,
atingindo R$ 1.721 frente
à R$ 1.698 do fechamento de
sexta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,7050.
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Curva de FRA
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,43% para maio de 2008, avanço de 0,05 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.