Preso na PF, Bolsonaro terá equipe médica 24h e visitas autorizadas por Moraes

Ministro determinou plantão permanente na PF e rejeitou pedido da defesa por prisão domiciliar

Marina Verenicz

Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília
29/09/2025 REUTERS/Diego Herculano
Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília 29/09/2025 REUTERS/Diego Herculano

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O Supremo Tribunal Federal determinou que Jair Bolsonaro (PL) permaneça sob cuidados médicos contínuos na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso preventivamente desde a manhã deste sábado (22).

A ordem, assinada por Alexandre de Moraes, prevê que o atendimento ocorra em regime permanente, com plantões instalados no próprio prédio da PF. Os profissionais que acompanham o tratamento do ex-presidente poderão ingressar na unidade sempre que necessário, sem depender de autorização prévia do ministro.

A medida foi definida no mesmo despacho em que Moraes revogou a prisão domiciliar concedida em agosto e ordenou a transferência imediata de Bolsonaro para a custódia da PF.

A decisão veio horas após a defesa ter apresentado um pedido para que o ex-presidente continuasse recolhido em casa. No documento, os advogados afirmaram que o quadro clínico de Bolsonaro exigiria cuidados impossíveis de serem prestados em estruturas prisionais comuns e alegaram risco à vida caso ele fosse levado a um presídio.

Apesar do apelo, a prisão preventiva foi decretada sob o argumento de preservação da ordem pública. Ainda antes da decisão, o senador Flávio Bolsonaro havia convocado apoiadores para uma vigília em frente ao condomínio onde o pai cumpria prisão domiciliar, movimento que, segundo Moraes, poderia gerar tumultos, dificultar a ação das forças de segurança e favorecer eventual tentativa de fuga.

Logo ao amanhecer, agentes da PF chegaram ao condomínio do ex-presidente, em Brasília, e o conduziram para a Superintendência. A ação durou poucos minutos.

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Com a prisão preventiva, Bolsonaro seguirá custodiado em uma área sob controle rígido da Polícia Federal enquanto a Corte conclui a fase final da ação penal sobre a tentativa de golpe.