Dólar comercial termina em avanço com agravamento da crise de crédito nos EUA

Moeda norte-americana fecha em alta após Bear Stearns ser vendido ao JPMorgan e notícia alimentar tensão externa

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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em alta nesta segunda-feira (17), após um forte indício de que a crise de crédito pode afetar seriamente os bancos.

O banco Bear Stearns, responsável pela retomada das tensões na última sessão, trouxe mais um motivo de cautela para investidores ao ser vendido para o JPMorgan por um valor muito abaixo do mercado. Unindo-se a isso, a indústria de Nova York marcou recorde de retração, enquanto o fundo de investimentos Carlyle anunciou o fim de suas atividades.

Temores renovados

O problema levanta a hipótese de que outras instituições financeiras estejam em condições semelhantes, o que abala a confiança dos investidores e aumenta as dúvidas em relação à extensão da atual crise.

Governo x arbitragem

Na opinião de Sidney Moura, diretor executivo da NGO corretora “a crise acaba por criar maiores possibilidades para a especulação com as arbitragens”, já que o Copom considera a elevação da Selic ao mesmo tempo em que o Federal Reserve indica que vai realizar fortes cortes na taxa de juro norte-americana. Cenário que, na opinião de Moura, gera um ambiente cada vez mais favorável à continuidade da especulação, fora do alcance das medidas recentes do Ministério da Fazenda – que visam conter o avanço do real.

Por isso, o economista acredita que, a despeito dos movimentos voláteis, ocasionados por razões pontuais, “prevalecem as perspectivas de que o real volte a sofrer outra forte rodada de valorização frente à moeda americana”.

Leilão do BC

O Banco Central segue com as atuações diárias no mercado de câmbio. De acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h09 e terminou às 15h19. A taxa aceita ficou em R$ 1,7230.

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Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7230 na compra e R$ 1,7240

na venda, alta de 0,64% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9500, representando um ágio de 13,24%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,95% em março, frente
à baixa de 0,14% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,93%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 1.728,
leve alta de 0,06% em relação ao fechamento
de R$ 1.727

da última sexta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em alta de 0,28%,
atingindo R$ 1.742 frente
à R$ 1.737 do fechamento de
sexta-feira.

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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,7230.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,46% para maio de 2008, queda de 0,73 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.