Publicidade
SÃO PAULO – Os consecutivos cortes na taxa básica de juro norte-americana e os leilões com o intento de elevar a liquidez no mercado, implementados pelo Fed, tiveram pouco sucesso, ao menos por ora, em seu objetivo de mitigar a crise imobiliária e de crédito no país.
Neste sentido, crescem as apostas de alguns analistas de que a autoridade monetária poderá assumir uma estratégia diferente, mais ousada: passar a comprar diretamente os problemáticos ativos lastreados em hipotecas.
Desta forma, o Fed atuaria de forma mais incisiva no cerne da crise do subprime, aliviando as baixas contábeis reportadas pelas grandes instituições financeiras do país, como o Citi e a Bear Stearns, a vítima mais recente das turbulências no mercado de crédito.
Entretanto, apesar do grande alívio que tal atitude traria aos mercados internacionais, alguns analistas temem uma postura excessivamente paternalista pela autoridade, que desta forma excederia suas naturais incumbências, assumindo riscos que não lhe pertencem.
Contudo, Fed nega compra de ativos
A utilização de recursos públicos para a compra dos ativos problemáticos já havia sido cogitada pelo periódico britânico The Financial Times no último sábado (22). De acordo com o jornal, a operação estaria sendo negociada por BoE (Bank of England), BCE (Banco Central Europeu) e Federal Reserve.
Contudo, os rumores foram descartados pela autoridade inglesa, que, no entanto, não negou estar à procura de novas formas para aliviar as turbulências do mercado. Já o Fed foi mais enfático, ao afirmar que “não está envolvido com bancos centrais estrangeiros para uma compra coordenada de ativos lastreados em hipotecas”.