Dólar comercial amplia alta em meio à instabilidade do mercado interno

Moeda norte-americana reforça valorização, ajudada por cenário interno negativo e leilão de compra de dólares do BC

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SÃO PAULO – O dólar comercial amplia alta frente ao real, diante de um cenário instável no mercado interno, e de nova queda das commodities.

O bom humor proveniente da cena externa não se mostra suficiente para determinar uma trajetória ascendente aos mercados domésticos.

Nesta segunda-feira, investidores se animaram depois que o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, anunciou os detalhes de um programa de reforma no sistema regulador financeiro do país.

Internamente, investidores demonstram cautela e diminuem sua exposição a ativos relacionados às commodities.

Déficit nominal

O Banco Central (BC) elevou para 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), a previsão para o déficit nominal nas contas públicas em 2008, antes estimado em 1,2%.

Uma das razões prováveis para a mudança na estimativa, foi a pesquisa Focus do BC, divulgada nesta segunda-feira, onde a projeção média para a taxa básica Selic apontou 12% até o final do ano. Além da taxa de juro, a revisão na expectativa para a taxa de câmbio, que saiu de R$ 1,80 para R$ 1,75, também pode ter sido considerada para o BC elevar o déficit nominal.

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Leilão do BC

A atuação do Banco Central no mercado à vista de câmbio ajudou na subida da divisa. O leilão de compra de dólar, segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), teve início às 15h10 e terminou às 15h20. A taxa aceita ficou em R$ 1,7503.

Acompanhe a cotação

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7490 na compra e R$ 1,7510
na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior.

Com a
variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra alta de 3,55%
neste mês de março, porém uma desvalorização de 1,41% desde o início do ano.

Dólar paralelo sobe para R$ 1,9100

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
1,9100, representando um ágio de 9,21%
em relação ao dólar comercial.