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SÃO PAULO – Desde que as evidências de flexibilização monetária nos EUA ganharam força, os rendimentos de curto prazo denotados pela curva dos Treasuries vêm sendo duramente penalizados.
Como exemplo, o segmento que varia de 3 meses a 2 anos de vencimento está agora precificado com yields em média 65 pontos-base abaixo da Fed Funds Rate. É obvio que isso reflete a expectativa de corte do juro em 31 de outubro. Mas e se o BC dos EUA optar pela manutenção?
Potencialmente perigoso
O risco de manutenção da Fed Funds Rate em 4,75% ao ano sugere um cenário potencialmente perigoso para os investidores posicionados em renda fixa norte-americana. Quem comprou títulos de curto prazo antecipando o afrouxamento e pretende esperar para vê-lo pode observar os preços despencarem em caso contrário.
Outra opção é aproveitar o momento atual, em que os rendimentos estão excessivamente comprimidos, para vender Treasuries a um preço vantajoso. Como a curva de curto prazo já apresenta um ajuste intenso com base na próxima reunião do Fed, os prováveis, e modestos, ganhos esperados pós-reunião talvez não compensem as improváveis, mas significativas, perdas.
A postura defensiva só é contrariada pela hipótese de mais um corte de 50 pontos-base no juro básico dos EUA. Mas mesmo os mais confiantes na boa vontade do Fed relutam em considerar essa alternativa.
Melhor esperar
Alguns analistas de renda fixa recomendam que o investidor interessado em Treasuries espere para aplicar após a reunião do Fed. Passado o 31 de outubro, a tendência de forte precificação de um panorama incerto terá sido superada.
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Já diante de uma solução para os problemas do subprime, a necessidade de se posicionar nos caros títulos da dívida norte-americana de curto prazo diminuirá consideravelmente. Assim, a idéia de se amparar cautelosamente em renda fixa tende a perder um pouco do sentido, abrindo espaço para a renda variável.