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Tenho percebido, nos últimos anos, uma mudança profunda na forma como as pessoas enxergam o bem-estar. Ele deixou de ser uma busca estética ou um esforço de rotina e passou a ocupar um novo lugar: o de um estilo de vida. Hoje, o wellness está presente nas nossas decisões diárias, do que comemos e onde treinamos, do modo como trabalhamos, descansamos e nos relacionamos.
Esse movimento é global e impressiona também pelos números. O mercado mundial de wellness já ultrapassa os US$ 5,6 trilhões e, só entre 2020 e 2022, cresceu cerca de 12%, segundo o Global Wellness Institute. No Brasil, esse avanço se reflete com força: o setor movimenta perto de US$ 100 bilhões, com destaque para os segmentos de alimentação saudável e cuidados pessoais, que juntos representam a maior parte desse total. É um crescimento que não vem apenas de modismos, mas de uma mudança cultural, a de que investir em bem-estar é investir em longevidade, produtividade e qualidade de vida.
O que antes era uma prática isolada como fazer exercícios, comer bem, dormir melhor se tornou um sistema integrado. O wellness agora é sobre entender o indivíduo como um todo. Vejo essa transformação todos os dias nas academias, restaurantes e centros de bem-estar que buscam unir ciência, design e emoção em experiências completas. As pessoas não querem apenas resultados físicos; elas querem sentido. Querem que o autocuidado esteja conectado à rotina, à identidade e aos valores pessoais.
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Nos negócios que lidero, sempre acreditei que o bem-estar precisa ser sentido antes de ser explicado. Cada detalhe, da arquitetura ao atendimento, dos aromas à música, é pensado para gerar presença e conexão. Essa combinação entre sensorialidade, saúde e experiência cria o que eu chamo de bem-estar premium, onde o cuidado é percebido em cada interação.
O que me encanta é ver como o Brasil tem um papel único nesse cenário. Somos um país que valoriza o corpo, o toque, a alegria e a coletividade. Essa energia nos permite reinterpretar o wellness global com autenticidade, trazendo leveza e prazer para um universo que, em outros países, tende a ser mais rígido e funcional.
O novo wellness é, acima de tudo, sobre consciência. Sobre entender que viver bem não é uma meta distante, mas uma construção diária, que envolve escolhas, presença e propósito. E talvez essa seja a grande tendência do nosso tempo: equilibrar performance e prazer, produtividade e pausa, resultado e bem-estar.
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O futuro do wellness já começou. E ele acontece, todos os dias, na forma como escolhemos cuidar de nós mesmos.