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SÃO PAULO – A inadimplência das empresas brasileiras registrou alta de 11,3% em outubro, na comparação com o mês anterior, de acordo com o “Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica”, divulgado nesta quarta-feira (28).
Já frente ao décimo mês de 2006, a alta foi de 7,6%, e considerando os dez primeiros meses do ano, houve um avanço do índice, de 2,2%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Tipo de dívida
Ainda na análise do acumulado de janeiro a outubro deste ano, os títulos protestados ficaram com 40,4% de participação na inadimplência das empresas brasileiras. O percentual ainda é o maior de todos, sendo ligeiramente superior ao apresentado no mesmo período de 2006 (40,3%).
Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 38,2%. De janeiro a outubro do ano passado, o peso na inadimplência era maior, de 39,8%.
As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 21,4% do total nos dez primeiros meses de 2007. No mesmo período de 2006, essa modalidade contribuía com 19,9% da inadimplência das empresas.
Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores das ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.099,40 nos dez primeiros meses do ano, o que representa um crescimento de 11,7% frente ao mesmo período de 2006.
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Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.486,33 no período analisado (+6,7% em um ano). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.162,76 de janeiro a outubro, sendo que houve recuo de 5,4% na comparação com o mesmo período de 2006.
Evolução do crédito
A inadimplência das empresas tem crescido em um ritmo inferior à evolução do crédito para as pessoas jurídicas. Segundo os técnicos da Serasa, o crescimento da inadimplência das pessoas jurídicas ocorreu pela maior oferta de crédito e pelo descompasso de prazo entre o financiamento ao cliente (longo prazo) e o financiamento do capital de giro das empresas (curto prazo).
Também foi observada uma dificuldade das empresas exportadoras, cuja rentabilidade está comprometida pela valorização do real.