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SÃO PAULO – O clima excessivamente árido verificado na Argentina durante as últimas semanas provocou novos reflexos na cotação da soja e do milho no mercado internacional. Após projeções meteorológicas, a expectativa de que o clima seco registrado na Argentina pode se estender ao Brasil foi alimentada.
Com a possibilidade de danos às plantações brasileiras, a cotação de ambas as commodities teve expressiva alta em Chicago, levando o preço da soja ao maior patamar dos últimos 34 anos e do milho ao maior nível dos últimos cinco meses.
De acordo com as estimativas dos meteorologistas, o volume de chuvas esperado para as regiões de plantio na próxima semana deve ser inferior a 1,3 centímetro. Nas últimas semanas, a Argentina registrou temperaturas até 12° Celsius superiores à média.
A possibilidade do clima árido migrar para as regiões de plantio brasileiras preocupa os investidores em relação a uma eventual queda na produção e conseqüente oferta menor destas commodities ao mercado.
Recordes atingidos
A soja para entrega em janeiro fechou em alta de 14%, cotada a US$ 11,14 o bushel na Chicago Board of Trade. Ao longo da sessão, o produto chegou a ser negociado na casa de US$ 11,16, maior patamar dos últimos 34 anos.
Já para o milho, a data trouxe valorização de 1% para os contratos com vencimento em março, oscilação que colocou a commodity a US$ 4,16 o bushel, após tocar a margem de US$ 4,17, maior nível desde 19 de junho.