Dólar comercial fecha em leve baixa com cenário externo mais tranqüilo

Atuação do Banco Central no mercado de câmbio ajudou a manter a moeda no patamar de R$ 1,89

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SÃO PAULO – Depois de iniciar as negociações em alta nesta quarta-feira, o dólar comercial encerrou a sessão em leve queda de 0,05% e renovou seu menor patamar desde outubro de 2000, com o arrefecimento dos temores em relação ao mercado imobiliário, que levaram os investidores a retomar em parte as posições na renda variável e em mercados emergentes.

No cenário externo, o discurso do presidente do Fed da Filadélfia trouxe uma menor preocupação em torno do segmento de crédito imobiliário de alto risco. Charles Plosser disse que a retração no setor de imóveis não é suficiente para prejudicar o crescimento econômico de forma significativa.

O destaque no plano interno em um dia de agenda fraca foi a publicação do IGP-DI referente ao mês de junho, que apontou inflação de 0,26%, 0,10 ponto percentual acima da alta nos preços apurada no mês anterior. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que, segundo o último relatório Focus, esperava variação positiva de 0,28% nos preços.

A intervenção do Banco Central no mercado cambial foi capaz de impedir uma desvalorização mais expressiva da divisa norte-americana pela quarta sessão consecutiva. A autoridade monetária realizou um novo leilão de compra de dólares à vista, com taxa de corte definida em R$ 1,886. Segundo fontes de mercado, o BC aceitou 12 propostas.

Dólar fecha em leve queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8900 na compra e R$ 1,8920 na venda, leve baixa de 0,05% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,0900, representando um ágio de 10,58% em relação ao dólar comercial.

Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,92% em julho, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 11,46%.

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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1,896, leve baixa de 0,05% em relação ao fechamento de R$ 1,897 da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em leve baixa de 0,05%, atingindo R$ 1,904 frente à R$ 1.905 do fechamento de terça-feira.