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SÃO PAULO – Após iniciar a semana em alta, ajustando-se após seis sessões consecutivas de desvalorização (a maior trajetória de queda do ano), o dólar comercial retomou sua trajetória declinante nesta terça-feira e encerrou o dia em queda de 0,59%, cotado a R$ 1,860, renovando sua mínima frente ao real desde outubro de 2000.
O principal destaque desta terça-feira ficou com o Producer Price Index, um dos mais importantes índices inflacionários dos EUA. O PPI marcou deflação de 0,2% em junho, enquanto as expectativas apontavam para uma variação positiva de 0,1%. Já o Core PPI (núcleo do indicador) marcou inflação de 0,3%, pouco acima das projeções do mercado (+0,2%).
As expectativas diante do início da reunião do Copom (Comitê de Política) também estiveram presentes. Na próxima quarta-feira, o mercado conhecerá a decisão da autoridade monetária acerca do patamar da taxa básica de juros do país, a Selic. As projeções do último relatório Focus apontavam um novo corte de 50 pontos-base, o que levaria a taxa a 11,50% ao ano.
BC interveio, mas não conteve queda da moeda
Mantendo sua rotina de intervenções no mercado cambial, o Banco Central realizou um novo leilão de compra de dólares à vista. Nesta operação, a autoridade monetária definiu a taxa de corte em R$ 1,8600. Segundo fontes de mercado, foram aceitas, ao menos, nove propostas.
A próxima sessão contará com agenda cheia, o que pode trazer volatilidade ao mercado cambial. Apesar de a decisão do Copom sobre a taxa Selic ser anunciada apenas após o fechamento dos mercados, Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, fará um pronunciamento à Câmara dos EUA sobre a política monetária dos EUA. Além disso, será divulgado o CPI (Consumer Price Index) de junho.
Dólar comercial fechou em queda de 0,59%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8580 na compra e R$ 1,8600
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na venda, baixa de 0,59% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0900, representando um ágio de 12,49%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,58% em julho, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 12,96%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.863,
baixa de 0,64% em relação ao fechamento
de R$ 1.875
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,51%,
atingindo R$ 1.872 frente
à R$ 1.881 do fechamento de ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,86050.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 6,13para setembro de 2007, baixa de 0,07 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.