Explosão prejudica operação de refinaria, e chumbo sobe quase 4% em Londres

Danos à caldeira da segunda maior refinaria do mundo podem reduzir pela metade a produção da companhia

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SÃO PAULO – Os contratos futuros de chumbo atingiram nesta terça-feira (17) mais um recorde, pela quinta sessão seguida em Londres. As preocupações de que o suprimento mundial da commodity pode ser prejudicado, após incidentes em mina norte-americana, apoiaram o movimento.

A exploração em uma caldeira da Doe Run, a segunda maior refinaria mundial de chumbo, pode reduzir pela metade a produção do metal pela companhia. Os reparos da caldeira, localizada no Missouri, podem durar até 10 dias, de acordo com o vice-presidente de marketing e vendas da empresa.

A paralisação das exportações da Invernia, responsável por cerca de 3% da produção mundial da commodity, ocasionou uma elevação de 35% na cotação do metal no mês passado. Investigações de envenenamento de águas portuárias por chumbo causaram o corte das exportações da companhia.

Contratos em alta

O chumbo para entrega futura em três meses subiu 3,9% nesta sessão, encerrando cotado a US$ 3.210 a tonelada na London Metal Exchange. A cotação do metal chegou a atingir US$ 3.230 a tonelada nesta terça-feira, quebrando o recorde da sessão anterior.