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SÃO PAULO – Com os investidores reagindo de maneira positiva ao inesperado corte na taxa de redesconto norte-americana, o dólar comercial, em ajuste após três sessões de forte apreciação, encerrou as negociações nesta sexta-feira em forte queda de 3,20%, cotado a R$ 2,026. Apesar do movimento negativo desta sessão, a divisa norte-americana acumulou na semana valorização de 3,84%.
A melhora do cenário deu-se principalmente em função da atuação do Federal Reserve que, em reunião extraordinária, cortou em 50 pontos-base a taxa de redesconto para as instituições financeiras dos EUA, levando-a para 5,75% ao ano. A medida busca reduzir a diferença entre esta taxa e a Fed Funds Rate, atualmente em 5,25% ao ano.
Na esfera doméstica, a sessão não teve eventos de maior relevância. Pelo quarto dia consecutivo, o Banco Central se absteve de intervenções no mercado cambial e não realizou seu rotineiro leilão de compra de dólares à vista.
Dólar comercial encerra negociações em baixa de 3,20%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0250 na compra e R$ 2,0260
na venda, forte baixa de 3,20% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,1500, representando um ágio de 6,17%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 7,59% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,19%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.028,
forte baixa de 3,20% em relação ao fechamento
de R$ 2.095
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte baixa de 3,56%,
atingindo R$ 2.030 frente
à R$ 2.105 do fechamento de
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ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,0240.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 6,97% para outubro de 2007, queda de 0,14 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.