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SÃO PAULO – Uma leve alta nos preços depois de um ano favorável marcado pelas quedas em energia elétrica em São Paulo é a expectativa do economista chefe da Ativa Arthur Carvalho para a inflação em 2007. Contudo, ele avalia que os impactos de pressões provenientes dos alimentos e dúvidas sobre o câmbio levam a uma mudança do cenário futuro.
Em relatório, o analista mostra uma previsão para variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2008 de 4,3%. Um número que “deixará o Banco Central fora de sua zona de conforto que estava nos últimos meses”, lembra Carvalho.
Para ele, o novo ambiente fará o BC iniciar uma sinalização de final do ciclo de corte na taxa básica de juro. Segundo o relatório Focus, as projeções dos analistas para inflação oficial de 2008 se mantêm estáveis em 4,0%. No entanto, para o fim de 2007, as estimativas passaram de 3,75% para 3,77%.
Pressão
Carvalho destaca, porém, que o aumento da inflação dos alimentos não se manterá no próximo ano. “Alguns dos problemas, como o do leite, foram causados por uma combinação de fatores muito peculiar que não se repetirá com tanta facilidade.”
O especialista trabalha com uma projeção para a alta do item Alimentos de cerca de 5,0% para 2008, depois de uma elevação forte de 7,5%.
Para o câmbio, a expectativa é sobre uma eventual mudança firme do patamar do dólar, em meio aos vestígios da crise que abalou os mercados financeiros em nível mundial.