Justiça dos EUA limita uso da Guarda Nacional enviada por Trump a Illinois

Juíza suspende uso das tropas por duas semanas e diz que não há “perigo de rebelião” no Estado

Estadão Conteúdo

Membros da Guarda Nacional dos EUA posicionam-se próximos ao Monumento a Washington, após o presidente Donald Trump ter mobilizado a Guarda Nacional e ordenado o aumento da presença de agentes federais para auxiliar na prevenção ao crime, em Washington, D.C., EUA, em 16 de agosto de 2025. REUTERS/Nathan Howard
Membros da Guarda Nacional dos EUA posicionam-se próximos ao Monumento a Washington, após o presidente Donald Trump ter mobilizado a Guarda Nacional e ordenado o aumento da presença de agentes federais para auxiliar na prevenção ao crime, em Washington, D.C., EUA, em 16 de agosto de 2025. REUTERS/Nathan Howard

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Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu neste sábado (11) que os soldados da Guarda Nacional enviados a Illinois pelo presidente Donald Trump poderão permanecer no Estado, mas não estão autorizados a atuar em patrulhas nem proteger prédios federais por enquanto.

A decisão foi tomada depois que a juíza federal April Perry suspendeu o uso das tropas por ao menos duas semanas. Ela entendeu que não há indícios de “perigo de rebelião” em Illinois durante a operação de endurecimento das políticas de imigração do governo Trump.

Segundo Perry, o envio de militares só se justificaria se o poder civil tivesse perdido o controle, o que não é o caso. “Não houve demonstração de que o poder civil tenha falhado”, escreveu a magistrada. “Os agitadores que violaram a lei foram presos, os tribunais estão funcionando e os agentes federais seguem cumprindo seu papel.”

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A juíza citou inclusive os Federalist Papers, textos de 1787 que embasaram a Constituição americana, para reforçar que o recurso ao Exército deve ser usado apenas em situações extremas.

As tropas – cerca de 500 membros da Guarda Nacional de Illinois e do Texas – estão baseadas em um centro do Exército na cidade de Elwood, ao sudoeste de Chicago, e parte delas em um prédio do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Broadview.

O envio dos militares faz parte de uma disputa política e judicial sobre a estratégia de Trump de reforçar a presença federal em cidades americanas sob o argumento de conter o crime – alegação que, segundo dados oficiais, não é confirmada em todos os casos. Fonte: Associated Press