18/09: mercado espera corte do juro nos EUA, mas dimensão gera debate

"O debate passou de imaginar quando o Fed iria cortar o juro, para tentar determinar até onde ele irá cortá-lo", diz analista

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SÃO PAULO – A extensão com que o crescimento econômico será afetado pelos recentes problemas de crédito depende de três importantes fatores, afirma a equipe de análise do banco JPMorgan.

O impacto da reprecificação do risco na disponibilidade de crédito. Posicionamento global do ciclo de negócios e o grau com que os fundamentos promovem a resiliência a este cenário. E, por último, a resposta de política monetária pelos Bancos Centrais.

Os efeitos dos dois primeiros pontos listados pelo banco começam a ser vistos nas economias internacionais, apesar de ainda não estarem totalmente claros pelos analistas. Porém, a resposta dos Bancos Centrais, começa a aparecer.

Queda no juro

A curva de juros norte-americana já mostra uma probabilidade de 100% de corte de 0,25 ponto percentual de corte na taxa de juro nos EUA na próxima reunião de política monetária do BC do país (Federal Reserve) no dia 18 de setembro, próxima terça-feira.

Os números do Relatório de Emprego, que mostraram uma perda de 4 mil vagas no país em agosto, período em que a crise do subprime eclodiu com maior força, contribuíram para uma revisão das projeções de grandes bancos internacionais.

“Se havia alguma dúvida sobre a possibilidade de um corte em 18 de setembro, esta foi totalmente cimentada pelo Relatório de Emprego de agosto”, afirma o banco Societe Generale em relatório assinado pelos analistas Stephen Gallager e Aneta Markowska.

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A probabilidade de um corte de 50 pontos-base, segundo o mercado futuro de juros, subiu de 42% para 76% na última sexta-feira nos EUA.

Tamanho do corte

A expectativa majoritária que até então era de um corte acumulado de 0,5% p.p. até o final do ano, passaram para 0,75% p.p., e a magnitude do primeiro movimento do Fed entrou em debate. Afinal, o corte poderá chegar a 0,5 p.p. já na primeira reunião?

“O debate nos últimos trimestres passou de imaginar quando o Fed iria cortar o juro, para tentar determinar até onde ele irá cortá-lo”, afirma Bob Doll, vice-presidente e Global Investment Officer of Equities, da BlackRock Merrill Lynch Investment Managers.

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Claramante, as apostas de um corte de 50 pontos-base na próxima reunião do Fomc cresceram após um fraco Relatório de Emprego, mas ainda não é consenso. A expectativa do Citigroup é de que o Fed reduza o juro em 50 pontos-base, projeção alterada depois dos números do mercado de trabalho.

O último movimento do Fed de 50 pontos base ocorreu no dia 6 de novembro, quando a taxa de juro passou de 1,75% ao ano para 1,25% ao ano.

Até lá…

Com as especulações e tensões aumentando, a importância dos indicadores de vendas no varejo e de produção industrial, a serem divulgados na próxima sexta-feira, ganham importância.

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Uma coisa parece consenso entre os analistas, daqui, até 18 de setembro, a volatilidade nos mercados deve prosseguir.