Ibovespa fecha em queda com receio fiscal e sem novos catalisadores

Índice sofre com cenário fiscal desfavorável e medidas que preocupam investidores, enquanto ações de bancos e varejo recuam; Vale e Gerdau se destacam em alta

Reuters

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(Imagem: Divulgação B3)
(Imagem: Divulgação B3)

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O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (2), em um dia de forte correção na bolsa paulista, sem novos catalisadores positivos e com um noticiário percebido pelos agentes como desfavorável para o cenário fiscal brasileiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,08%, para 143.949,64 pontos, chegando a 143.635,05 pontos no pior momento do pregão. Na máxima, nos primeiros negócios, marcou 145.620,6 pontos.

O volume financeiro somou R$ 19,5 bilhões.

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Em setembro, o Ibovespa acumulou alta de 3,4%, ampliando o ganho no ano para 21,58%. No mês passado, também ultrapassou os 147 mil pontos pela primeira vez, embora nunca tenha conseguido fechar acima desse patamar.

“O movimento dos ativos neste ano foi bastante positivo, mas sem notícias novas ou fôlego adicional”, afirmou o gestor de uma empresa de previdência complementar, que também percebeu um ajuste nas perspectivas eleitorais e fiscais.

Ele destacou a aprovação, pela Câmara dos Deputados na noite anterior, do projeto que amplia a faixa salarial com isenção de Imposto de Renda, mas também mencionou notícias sobre um possível plano federal para a gratuidade da passagem de ônibus.

“Ao mesmo tempo em que essas medidas favorecem Lula em uma eventual eleição em 2026, elas trazem preocupações em relação ao quadro fiscal”, avaliou o gestor. “O mercado acaba ajustando um pouco o otimismo”, acrescentou.

A queda na B3 destoou do desempenho em Wall Street, onde o S&P 500 fechou quase estável, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos registrava 4,0865% no final do dia, ante 4,106% na véspera.

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