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SÃO PAULO – Na avaliação do banco HSBC, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) reforçou a percepção negativa sobre os fundos de renda fixa, na medida em que aponta para a pausa no processo de queda dos juros em breve.
Devido à postura mais cautelosa da autoridade monetária, interrompendo a seqüência de dois cortes de 50 pontos-base e optando pela redução da Selic em menor magnitude (de 25 pontos-base), a expectativa era de que a minuta tivesse tom um tanto conservador.
Contudo, a manifestação da preocupação do colegiado com os sinais de forte crescimento econômico, recente elevação da inflação e conseqüente aumento dos riscos sobre a inflação no médio prazo surpreendeu o HSBC, com um teor mais conservador do que o anteriormente esperado.
Sem prêmios na curva de juros
Apesar de a aposta da instituição ainda ser de um novo corte de 25 pontos-base na Selic no encontro de outubro do Copom, a probabilidade de interrupção no processo de queda da taxa básica de juros está mais elevada do que antes da divulgação da ata.
Diante deste novo cenário, que ainda conta com o aumento das incertezas externas, o HSBC não enxerga prêmios no mercado de juros, tanto para os prazos curtos quanto para os mais longos, o que leva o banco a reforçar sua recomendação avessa a novos aportes em fundos de renda fixa.
Para os que cogitam migrar destes fundos para os fundos referenciado DI, a recomendação do HSBC também é negativa, uma vez que tal transação implica perda de benefícios tributários.