Estudo descreve principais semelhanças entre as economias do leste asiático

Instituto ligado ao Banco do Japão procura características que justifiquem um padrão econômico regional para os países asiáticos

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SÃO PAULO – Recentemente, o IMES (Instituto de Estudos Econômicos e Monetários) do Banco do Japão publicou um relatório no qual se propõe a estudar a complexa estrutura econômica do leste asiático, das grandes potências aos pequenos países. Para o estudo, o economista Marvin Goodfriend se propõe a identificar modelos econômicos semelhantes entre as nações.

As mais lembradas semelhanças são a bem sucedida orientação exportadora de seus mercados, que tornou os produtos competitivos mundialmente, e a alta produtividade, alcançada com aprimoramento de tecnologia importada para fabricar manufaturados de alta qualidade. Da mesma forma, a propensão a poupar dos cidadãos também é freqüentemente lembrada.

Mais relações

Paralelamente, outras características comuns são encontradas entre os países, como uma crescente melhora no nível de vida das populações devido ao aumento das exportações.

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O próspero mercado de bens que existe na região é mais uma marca já tradicional. A integração de países com diferentes níveis tecnológicos e diferentes preços de mão-de-obra propiciou uma queda no preço dos bens de alta tecnologia, facilitando o comércio.

No setor financeiro, há um alto grau de dependência bancária que, acompanhado por um pequeno mercado de títulos coorporativos, torna as economias mais vulneráveis a crises bancárias.

Reservas acumuladas

O forte acúmulo de reservas por parte dos Bancos Centrais se tornou uma frente importante no entendimento das economias asiáticas. Isso tem gerado críticas internacionais, por servir muitas vezes para manipular o câmbio em benefício próprio, como a China faz para manter sua moeda desvalorizada.