Rentabilidade média de fundos de ações acompanha recuperação do Ibovespa

Ganho médio destes fundos nos últimos trinta dias é de 12,47%, pouco abaixo do Ibovespa; no ano, fundos rendem mais

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SÃO PAULO – Acompanhando a recuperação das bolsas após as perdas oriundas da crise subprime, os fundos de ações acumulavam, até a última quarta-feira (19), valorização média de 12,47%, pouco abaixo do desempenho do Ibovespa na mesma base comparativa (+16,38%).

Devido à defasagem dos dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), o período não engloba por completo a forte guinada do mercado brasileiro de renda variável após o anúncio do corte na taxa básica de juro dos EUA, anunciado na última terça-feira (18).

Entre este dia e o pregão da última segunda-feira, o Ibovespa valorizou-se 3,62%. Assim, os fundos de ações também tendem a se beneficiar do momento positivo da bolsa brasileira com ganhos adicionais.

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Tipo de Fundo Rentabilidade 30 dias Rentabilidade Ano
Ações Ibovespa Indexado +16,85% +27,67%
Ações Ibovespa Ativo +14,83% +28,80%
Ações Ibovespa Ativo com alavancagem +12,64% +32,47%
Ações IbX Indexado +16,67% +27,78%
Ações IbX Ativo +15,91% +30,12%
Ações IBX Ativo com alavancagem +16,94% +43,41%
Ações setoriais telecomunicações +14,08% +20,47%
Ações setorias energia +13,93% +89,85%
Ações outros +11,43% +27,24%
Ações outros com alavancagem +5,92% +27,22%
Total* +12,47% +30,50%

*Rentabilidade média dos fundos de ações, proporcional a patrimônio líquido de cada categoria (excluindo fundos fechados e fundos PIBB)

No acumulado de 2007, a rentabilidade média dos fundos de ações era de 30,5% até o dia 19 de setembro, superando o desempenho do Ibovespa (+28,77%) na mesma base comparativa.

A rentabilidade média foi calculada de acordo com o peso do patrimônio líquido de cada categoria de fundos na composição do PL total dos fundos de ações. Os dados desconsideram os fundos fechados de ações e os fundos PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa).

Perspectivas de ganhos no médio prazo

A equipe de analistas do banco HSBC mantém a percepção positiva para os fundos de ações no médio prazo, com potencial de ganhos atrelado principalmente aos condicionantes domésticos favoráveis, com destaque para a expectativa de lucros saudáveis das empresas e para o patamar mais baixo da taxa básica de juro.

O banco manifesta preferência pela estratégia de concentrar a parcela de recursos do investidor destinada à renda variável em fundos de ações de perfil diferenciado, cuja estratégia ativa busca superar os índices de referência.

“Esse tipo de investimento é recomendado para investidores de perfil de médio prazo, ainda mais porque a tensão no cenário externo pode continuar gerando volatilidade nos mercados no curto prazo, acarretando eventuais perdas para os clientes, que não tiveram tolerância para essas oscilações”, completa o HSBC.