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SÃO PAULO – A inadimplência das empresas brasileiras manteve-se praticamente estável em agosto, registrando leve alta de 0,2%, na comparação com o mês anterior, de acordo com o Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica, divulgado nesta quarta-feira (26).
Por outro lado, frente ao oitavo mês de 2006, houve um aumento significativo, de 7,6%. Considerando os oito primeiros meses do ano, o índice também teve um avanço, mais moderado, de 2,1%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Tipo de dívida
Ainda na análise do acumulado de janeiro a agosto deste ano, os títulos protestados ficaram com 40,1% de participação na inadimplência das empresas brasileiras. Apesar de o percentual ainda ser o maior de todos, é menor do que o apresentado no mesmo período de 2006 (40,5%).
Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 38,3%, na mesma base comparativa. De janeiro a agosto do ano passado, o peso na inadimplência era maior, de 39,8%.
As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 21,5% do total nos sete primeiros meses de 2007. No mesmo período de 2006, essa modalidade representava 19,7% da inadimplência das empresas, revelando o crescimento da modalidade.
Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores das ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.124,99 nos oito primeiros meses do ano, o que representa um crescimento de 15% frente ao mesmo período de 2006.
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Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.474,15 no período analisado (+6,1% em um ano). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.146,86 de janeiro a agosto, sendo que houve recuo de 7,4% na comparação com o mesmo período de 2006.
Evolução do crédito
A inadimplência das empresas tem crescido em um ritmo inferior à evolução do crédito para as pessoas jurídicas, que aumentou 15,4%, até agosto deste ano, segundo o Banco Central. Segundo os técnicos da Serasa, essa tendência define uma relação muito favorável para o crédito, com espaço para melhorar sua qualidade.
Apesar das boas perspectivas, os técnicos observam que os indicadores de inadimplência apontam que as empresas acabam enfrentando problemas na administração do fluxo de caixa e dificuldades para honrar pontualmente seus compromissos.