Crédito imobiliário cresceu 50% ao ano entre 2004 e 2007

Segundo o presidente da Febraban, resultado é excelente, já que entre 2001 e 2004 houve redução de 4% ao ano

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SÃO PAULO – De acordo com o novo presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Fábio Barbosa, o crédito imobiliário deverá crescer quase 50% ao ano entre 2004 e 2007. No período anterior (entre 2001 e 2004), houve redução de 4% ao ano.

“A redução do custo e a ampliação do prazo do financiamento permitirá que a prestação mensal da casa própria seja menor que o aluguel, o que impulsionará o crédito imobiliário”, afirmou Barbosa.

Importantes medidas foram tomadas

Ainda segundo o novo presidente da Febraban, a evolução dos últimos anos se deve a importantes medidas tomadas, como a questão da alienação fiduciária, a questão do pagamento dos juros ditos incontroversos, etc.

“Apesar das melhoras, o próximo salto exigirá novas reformas, como a questão do direcionamento, do incentivo fiscal hoje focado no poupador, da TR, do registro imobiliário único, da criação de um mercado secundário, etc”, argumentou Barbosa.

Crescimento deverá ser mantido

De acordo com o professor de Mercado Financeiro da Trevisan, Alcides Leite, a taxa de crescimento do crédito imobiliário deverá se manter em 50% ao ano nos próximos anos, uma vez que ainda há fôlego para o setor crescer.

Entre os beneficiados, Leite destaca as classes mais baixas e a média, sobretudo pela queda nos juros e aumento no prazo de pagamento.

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“Para as classes mais baixas, o que importa é o prazo de pagamento, já que a prestação do imóvel deve ser a mais baixo possível. Já para a classe média, que busca valores equivalentes ao aluguel, a queda nos juros vai ser o grande diferencial”, esclarece o professor.

Dica é esperar

Ainda segundo o especialista, quem quer sair do aluguel deve esperar mais um tempo, dois ou três anos, uma vez que as construtoras ainda estão captando recursos para investir em novas unidades.

“Possivelmente depois desse prazo, a oferta de imóveis será maior do que a demanda, o que causará a diminuição dos preços e melhora das condições de pagamento”, orienta Leite.