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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) manteve o mesmo ritmo de afrouxamento monetário dos meses de janeiro e março e cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na noite desta quarta-feira (18), para 12,50% ao ano.
A decisão atende as expectativas do mercado e dos economistas, conforme evidenciado nas taxas dos contratos de DI Futuro e na mediana das projeções do relatório Focus de segunda-feira. Esta foi a décima quinta redução consecutiva do juro, totalizando um recuo de 7,25 pontos-percentuais.
Vale observar, no entanto, que a opção pelo corte de 0,25 ponto percentual não foi unânime, havendo quatros votos em seu favor e outros três em prol de uma redução de 50 pontos-base.
Devagar se vai mais longe
Basicamente, o mercado já trabalhava com a hipótese de um novo corte desta magnitude por conta das sinalizações dadas pelo próprio Copom de que suas decisões seriam conduzidas com maior parcimônia. Mesmo porque, com choques menores no juro a cada reunião, as chances de extensão do ciclo de afrouxamento monetário são maiores.
E o colegiado vinha sistematicamente lembrando dos estímulos já concedidos à expansão da demanda agregada, afastando a possibilidade de um corte mais robusto no juro. Em complemento, deve-se ter em mente ainda a maior proximidade do atual nível da Selic com o juro básico de equilíbrio e as incertezas que cercam a defasagem dos mecanismos de transmissão da política monetária.
Condições para continuidade de reduções do juro
Ainda que o Copom já tenha dado inúmeros sinais de conservadorismo na condução da política monetária, o fato é que ainda existem condições bastante favoráveis à continuidade do ciclo de queda da Selic.
O cenário para a inflação corrente e para as expectativas de inflação, por exemplo, permanece bastante benigno. A mediana das projeções do relatório Focus do Banco Central indica uma variação de 3,81% para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) de 2007, bem abaixo do centro da meta – 4,5%.
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Ademais, o atual patamar da taxa de câmbio, com uma expressiva valorização do real, favorece o ambiente para a política monetária. Uma moeda nacional mais forte permite a compra de produtos importados mais baratos. Pelo repasse cambial, o nível geral de preços internamente vai, aos poucos, incorporando os produtos importados mais baratos, o que tende a levar a uma inflação mais baixa.