“Ele me decepcionou”, diz Trump sobre Putin

Em coletiva conjunta com Keir Starmer, presidente americano criticou postura russa na guerra da Ucrânia, discutiu crise migratória e destacou parceria tecnológica entre EUA e Reino Unido

Gabriel Garcia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala em coletiva de imprensa com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em Chequers, ao final de uma visita de Estado, em 18 de setembro de 2025, em Aylesbury, Inglaterra. Foto: Leon Neal/Pool via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala em coletiva de imprensa com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em Chequers, ao final de uma visita de Estado, em 18 de setembro de 2025, em Aylesbury, Inglaterra. Foto: Leon Neal/Pool via REUTERS

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Em uma coletiva de imprensa conjunta realizada durante a visita de Estado de Donald Trump ao Reino Unido, o presidente americano admitiu estar “decepcionado” com o presidente russo Vladimir Putin, com quem tentou negociar um acordo de paz para a guerra na Ucrânia.

Ao lado do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Trump afirmou que esperava que o conflito fosse mais fácil de resolver, mas reconheceu que a situação se mostrou mais complexa. Ele disse que acreditava que a guerra na Ucrânia seria a mais fácil de acabar, atribuindo isso à sua relação com Putin.

No entanto, Trump afirmou: “Ele me decepcionou”. Em agosto, o presidente americano recebeu Putin no Alasca na esperança de garantir um acordo para encerrar o conflito. Embora tenha dito que fizeram “algum grande progresso”, um entendimento ainda não foi alcançado.

Starmer enfatizou a necessidade de aumentar a pressão internacional sobre Putin, classificando suas recentes ações como incompatíveis com a busca pela paz. Trump, por sua vez, condicionou novas medidas à redução da dependência europeia do petróleo russo.

Na mesma coletiva, Trump sugeriu que Starmer poderia usar as Forças Armadas para controlar as fronteiras do Reino Unido e conter a crise migratória provocada pela chegada de pequenos barcos. O presidente americano afirmou que viu “milhões de pessoas” entrarem nos EUA “sem controle” e que isso “destrói países por dentro”. Starmer respondeu que o Reino Unido já implementou um acordo de “um entra, um sai” com a França, que tem mostrado resultados positivos.

Além da questão migratória, os líderes discutiram o conflito em Gaza, concordando que todos os reféns mantidos pelo Hamas devem ser libertados, o combate cessado e a ajuda humanitária permitida na região. No entanto, Trump expressou discordância com os planos de Starmer de reconhecer um Estado Palestino.

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Durante a coletiva, Trump também comentou sobre a relação entre os dois países, destacando a assinatura de um acordo de “prosperidade tecnológica” que visa fortalecer a cooperação em áreas como computação quântica e energia nuclear. Ele ressaltou que a parceria entre EUA e Reino Unido é “como nenhuma outra” e agradeceu a Starmer pelo “excelente trabalho” à frente do governo britânico.