Mercado especula sobre possível redução nos depósitos compulsórios

Meirelles, no entanto, segue a regra e não adianta nada sobre o assunto, mas ressalta que decisão é de competência do BC

Publicidade

SÃO PAULO – Uma semana depois de o presidente Lula ter sugerido a redução o depósito compulsório, o mercado aproveita os estudos sobre o tema apresentados pelo Banco Central em seminário realizado na última segunda-feira para especular um pouco mais sobre o assunto.

Acontece que, no encontro, estudos acadêmicos mostraram que um corte no compulsório poderia gerar reduções importantes nas taxas de juros domésticas e, ao mesmo tempo, sem ocasionar efeitos inflacionários.

Porém, como esta não era, exatamente, a pauta do encontro, alguns técnicos a interpretaram como se o Banco Central já estivesse emitindo sinais ao mercado de uma decisão neste sentido.

Nada a declarar

Entretanto, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deixou claro que, a despeito dos recentes comentários do presidente Lula e outros ministros, uma decisão de reduzir os depósitos compulsórios é de competência exclusiva da autoridade monetária.

Ademais, Meirelles lembrou que o BC não é autorizado a comentar a política monetária e, desta forma, não respondeu se foi, de fato, consultado por Guido Mantega sobre a possibilidade de o depósito compulsório ser reduzido.

Sobre o compulsório

O depósito compulsório é um importante instrumental de política monetária porque, através dele, o Banco Central controla a circulação de moeda na economia. Se reduzir a alíquota, a oferta de moeda aumenta e, conseqüentemente, seu preço (taxa de juros) pode cair.