Quaest: Bolsonaro perde apoio após condenação e 76% defendem outro nome para 2026

Levantamento mostra avanço de 11 pontos percentuais na percepção de que ex-presidente não deve disputar e aponta Tarcísio como principal opção em caso de substituição

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O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro deixa o hospital onde foi submetido a uma cirurgia de pele, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após ser condenado pela maioria do STF por planejar um golpe para permanecer no poder após perder as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, em 14 de setembro de 2025. REUTERS/Mateus Bonomi
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro deixa o hospital onde foi submetido a uma cirurgia de pele, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após ser condenado pela maioria do STF por planejar um golpe para permanecer no poder após perder as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, em 14 de setembro de 2025. REUTERS/Mateus Bonomi

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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (18) mostra que a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à eleição de 2026 perdeu apoio entre os eleitores após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Para 76% dos entrevistados, ele deve desistir da disputa e apoiar outro candidato, contra 65% em agosto. Apenas 19% defendem que Bolsonaro mantenha a candidatura, mesmo inelegível.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, logo após a condenação no STF, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

O movimento foi intenso mesmo entre os que se declaram bolsonaristas: 46% agora preferem que o ex-presidente abra mão da candidatura, alta de 15 pontos em relação ao mês anterior. Entre a direita não-bolsonarista, o avanço foi de 21 pontos, passando de 53% para 74%.

Se Bolsonaro não conseguir reverter a inelegibilidade, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue como o preferido para substituí-lo, citado por 15% dos entrevistados. Ainda assim, 28% responderam “nenhum desses”, indicando falta de identificação com os nomes disponíveis.

(Fonte: Pesquisa Genial/Quaest)

Principais números da pesquisa:

O levantamento também mostra estabilidade na rejeição à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição: 59% dizem que o presidente não deveria concorrer, contra 58% em agosto. Entre os possíveis substitutos do petista, o vice-presidente Geraldo Alckmin aparece em primeiro lugar, com 9%.

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Segundo o levantamento, Lula contina liderando todos os cenários de primeiro e segundo turnos para 2026.

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Paulo Barros
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Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos