Estoques de petróleo avançam nos EUA e preço do barril recua em Nova York

Mesmo com o aumento da capacidade de produção das refinarias, estoque da commodity registrou crescimento

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SÃO PAULO – Apesar do crescimento do uso da capacidade das refinarias, os estoques de petróleo registraram crescimento de 1 milhão de barris na última semana nos Estados Unidos.

As refinarias operaram com 89,5% de sua capacidade operacional total, acima dos 89% registrados na semana anterior.

Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (16). O documento toma como base a semana terminada no dia 11 de maio.

Variação dos estoques entre as duas últimas semanas:

Em milhões de barris Semana atual Semana anterior Diferença
Óleo bruto 342.2 341.2 +0.3%
Gasolina 195.2 193.5 +0.9%
Derivados 119.8 118.8 +0.8%
Óleo para calefação 35.9 34.3 +4.7%

Comparação anual

Em milhões de barris Semana 11/05/2007 Semana 11/05/2006 Diferença
Óleo bruto 342.2 345.4 -0.9%
Gasolina 195.2 209.7 -6.9%
Derivados 119.8 118.4 +1.2%
Óleo para calefação 35.9 45.5 -21.1%

Preços em Londres e NY

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 67,12
nesta quarta-feira, leve baixa de 0,41% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula leve alta de 0,19% neste mês de maio. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 11,61%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 60,14 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em junho de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 62,57 por barril, configurando uma baixa de 0,95% frente ao fechamento anterior.

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Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.