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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ampliou a investigação sobre o uso de cartões de crédito e despesas da presidência do Corinthians e agora apura possíveis conexões do clube com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do GE.
A suspeita surgiu após depoimento de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, que declarou ter sofrido ameaças por denunciar infiltração do crime organizado na estrutura do clube.
O promotor Cássio Roberto Conserino, responsável pelo caso, apontou indícios de que jogadores do elenco — entre eles Fausto Vera, Rodrigo Garro e Talles Magno — possam ter se hospedado em um apartamento do bairro Anália Franco pertencente a José Carlos Gonçalves, o “Alemão”, investigado como integrante de alto escalão da facção.
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Os atletas, que não são investigados, foram chamados apenas como testemunhas para esclarecer se houve intermediação do clube na locação do imóvel.

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Histórico de suspeitas
Não é a primeira vez que o Corinthians aparece em investigações relacionadas ao PCC. A Polícia Civil e o MP já haviam identificado repasses de contratos de patrocínio com a ex-parceira VaideBet para empresas ligadas ao crime organizado.
Em 2024, o ex-diretor de futebol Rubens Gomes, o Rubão, também denunciou ligações suspeitas, e outro inquérito mostrou a atuação de Rafael Maeda Pires, o Japa do PCC, como intermediário em negociações envolvendo os atletas Du Queiroz e Igor Formiga.
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Avanço das apurações
O Procedimento Investigatório Criminal (PIC), aberto em julho, inicialmente focava no uso de cartões de crédito corporativos nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. Posteriormente, incluiu as despesas da presidência, após revelações de relatórios sobre gastos no atual mandato de Augusto Melo.
O MP já solicitou à Justiça o afastamento dos três últimos presidentes do clube e a quebra de sigilo dos cartões, mas ainda não houve decisão. Enquanto isso, o Corinthians afirma ter entregue a documentação referente ao período de 2018 a 2025, incluindo faturas de cartões e relatórios de despesas.
Na semana passada, o depoimento de João Clóvis, dono de um restaurante acusado de emitir notas frias, foi adiado após habeas corpus da defesa. O promotor pretende ouvir agora o vice-presidente Armando Mendonça, que deve depor na próxima segunda-feira.
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A apuração sobre o aluguel de imóveis e a possível participação de dirigentes pode definir se o inquérito avançará para acusações formais de associação criminosa.