Para Tendências Consultoria, dólar chega a R$ 1,85 no final de 2008

Cenário positivo para o ano corrente terá continuidade em 2008; inflação a 3,7% e taxa Selic a 9,50% ao ano em 2008

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SÃO PAULO – Depois de muito se especular sobre a apreciação do real frente ao dólar, a moeda nacional quebrou a barreira dos R$ 2,00 e continua se valorizando. As estimativas apontam a manutenção desta tendência para o final de 2007. Mas e para 2008?

Para a Tendências Consultoria, este cenário mais positivo para o ano corrente terá continuidade em 2008. “Com relação ao câmbio, acreditamos que seja pouco provável um movimento de depreciação no prazo dos próximos dois anos”, relataram os analistas.

Segundo a instituição, a perspectiva de manutenção da queda do risco-país para um patamar próximo aos 120 pontos-base no final de 2008 e fluxos ainda elevados no período devem resultar em uma apreciação adicional da taxa de câmbio ao longo de 2008. A Tendências projeta um dólar de R$ 1,90 ao final de 2007 e R$ 1,85 em 2008.

Inflação ainda abaixo da meta

Diante deste cenário favorável, a instituição projeta que a inflação passe de 3,4% em 2007 para 3,7% em 2008. Apesar de representar uma elevação em relação ao patamar atual (3%), os valores ainda se mantém abaixo da meta de 4,5% do governo.

Cenário para a Selic
Reuniões Selic Cortes (ponto percentual)
jun/07 12,00% -0,50
jul/07 11,50% -0,50
set/07 11,00% -0,50
out/07 10,75% -0,25
dez/07 10,50% -0,25
jan/08 10,25% -0,25
mar/08 10,25% 0,00
abr/08 10,25% 0,00
jun/08 10,25% 0,00
jul/08 10,25% 0,00
set/08 10,00% -0,25
out/08 9,75% -0,25
dez/08 9,50% -0,25

Em razão de uma inflação abaixo da meta, a taxa Selic deve sofrer novos cortes nos próximos meses. Para a Tendências, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve acelerar os cortes para 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões, mas depois retomará o 0,25 ponto percentual, encerrando 2007 em 10,5% ao ano.

Já em 2008, os analistas apontam que o Copom deve manter a Selic inalterada no primeiro semestre do ano, o que resultaria em uma taxa de 9,5% ao ano no final de 2008.

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“A conjuntura favorável, juntamente com a conquista de maior estabilidade macroeconômica, além dos ganhos de credibilidade do Banco Central, permite que a autoridade monetária teste limites mais baixos de taxas de juros”, relata a Tendências.