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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou seu voto no julgamento da chamada trama golpista para ironizar análises internacionais sobre a democracia brasileira.
Em tom de deboche, afirmou: “[A revista] The Economist coloca o Brasil lá embaixo, no índice da democracia, e surgiu outro dia um artigo que aponta a democracia brasileira como uma coisa de outro mundo, melhor do que todas”.
Segundo o magistrado, a oscilação nas avaliações externas decorre de dois fatores principais: a revelação de planos de golpe de Estado no país e a atuação do STF em decisões que, para críticos, representariam limitações à liberdade de expressão e sinais de censura.
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Após voto de Fux, filhos de Bolsonaro pedem anulação de julgamento no STF
Ministro apontou “incompetência absoluta” do STF para julgar a trama golpista, e oposição celebrou divergência

Oposição celebra voto de Fux e vê possibilidade de anulação de ação contra Bolsonaro
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A fala de Fux ocorre no momento em que a Primeira Turma do STF analisa a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus na tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Enquanto o relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino já votaram pela condenação de todos, Fux abriu divergências importantes, especialmente ao questionar a competência do Supremo para julgar o caso.
Ao citar The Economist e outros artigos publicados em veículos estrangeiros, Fux buscou relativizar a leitura internacional sobre os rumos da democracia no Brasil.
Para ele, a mesma conjuntura que expõe fragilidades — como o plano “Punhal Verde e Amarelo” e os atos de 8 de Janeiro — também é utilizada para criticar a Suprema Corte por suposta atuação excessiva na regulação das redes sociais.