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Caros(as) leitores(as),
Não existe bola de cristal no mercado, ninguém é capaz de prever o futuro embora muitos tentem tornar essa sua principal função na indústria financeira. Dito isso, é preciso se basear em algo para tentar projetar o que deve acontecer adiante.
Na falta de máquinas do tempo, os retrovisores são acessados. Se nada se repete, mas pode rimar, por que não olhar para trás e tentar entender como deve ser o comportamento adiante?
Fundamentalmente, isso tende a funcionar em boa parte das vezes. Repetição, repetição, repetição – já tive conversas com gestores tão obcecados por ela que até injetar a própria mente dentro de um modelo de inteligência artificial para que ele alertasse mudanças de reações diante de variáveis macroeconômicas importantes. Um instituto de tecnologia ligado a um importante acadêmico de matemática estava monitorando as ações do gestor em questão, definindo os padrões de comportamento.
Sinceramente, eu não consigo acreditar que isso será verdade adiante. A revolução da inteligência artificial é um evento transformacional que vemos a cada 40 anos (e olhe lá).
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Sempre existirá o mesmo de sempre, aquilo que está correlato ao comportamento humano. Porém, tendências são distorcidas, correlações são mantidas sim, mas muitas são quebradas ou mesmo desaparecem.
Uma prova disso é o desemprego. Palavra temida, de conotação pejorativa e rejeitada (por motivos óbvios).
Os conceitos econômicos vão mostrar que algum nível de desemprego é saudável para o equilíbrio da economia. O crescimento dela de forma considerável é negativo pois afeta a renda disponível, que afeta o consumo e uma bola de neve negativa se forma afetando a rentabilidade das companhias.
Mas e quando o desemprego visto vem de ganho de eficiência?
No último relatório de empregos nos EUA, tivemos uma variação negativa no emprego, ou seja, o desemprego teve ampliação. Quando “explodimos” o número, observamos que a zona mais afetada foi a dos mais jovens.
Em outras palavras (e muito mais boêmias), a inteligência artificial está substituindo os estagiários na maior potência econômica do planeta. Um dado triste, afinal, esses universitários e recém-formados não estão nos escritórios apenas por suas remunerações iniciais, mas também pelo conhecimento e para construir maior valor agregado a sua força de trabalho.
Para a empresa, um ganho de eficiência é gerado em termos de custos e entrega. O efeito de segunda derivada que seria um impacto no consumo não necessariamente é verdade para muitas delas.
É muito cedo para afirmar, mas preliminarmente, toda queda do S&P 500 por aumento no desemprego, sob essa ótica e rasgando tudo que tivemos de conhecimento sob o tema até aqui, é motivo para compra e não para pânico. Quem analisar o mercado sob premissas válidas nos últimos 20 anos, possivelmente tomará uma série de decisões equivocadas.
Capítulos de uma história que acabou de começar. O mundo sob uma nova ótica, onde, ao implementar, usa mente num modelo de IA para provocar repetição, talvez um “a leitura está incorreta” apareça escrito em sua tela.
