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O evento “Awe Dropping” (“De Cair o Queixo”) da Apple chegou ao fim — e o foco da apresentação desta terça-feira (9) foi em dispositivos móveis: iPhone, Apple Watch e AirPods. Ao todo, a Apple revelou oito novos produtos, incluindo um novo membro da família iPhone, o iPhone Air.
Aqui está um resumo de tudo o que foi anunciado, na ordem em que apareceu no evento.
AirPods Pro 3

A Apple redesenhou os AirPods Pro para que sejam menores e se ajustem melhor a diferentes formatos de orelha; a empresa os chama de “os AirPods com melhor encaixe de todos os tempos”. O áudio foi aprimorado com um palco sonoro mais amplo e, principalmente, com um cancelamento ativo de ruído (ANC) muito melhor. O áudio computacional avançado e novas ponteiras oferecem melhor isolamento de ruído — o dobro do ANC da geração anterior, e o melhor ANC de qualquer fone intra-auricular sem fio, segundo a Apple, que promete “desempenho de fones over-ear em um design de bolso”.
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Os AirPods Pro 3 também suportam tradução simultânea, ajudando você a entender áudio no seu idioma preferido — útil, por exemplo, ao viajar para outro país. O ANC reduz o volume da voz da pessoa para facilitar a compreensão da tradução. E não se trata apenas de traduzir palavras isoladas, mas frases completas, permitindo conversas naturais. O iPhone traduz suas palavras para o idioma falado da outra pessoa, se necessário — e a Apple afirma que a tradução é ainda mais poderosa se ambos estiverem usando AirPods Pro 3.
Outra novidade é o sensor de frequência cardíaca integrado. Graças ao Apple Heart and Movement Study, com mais de 250 mil participantes, é possível monitorar até 50 tipos diferentes de treino usando apenas os fones, sem precisar do Apple Watch. É possível acompanhar calorias queimadas e frequência cardíaca diretamente no app Fitness do iPhone.
A bateria também melhorou: 8 horas com uma única carga (antes eram 6). No modo transparência, usado como aparelho auditivo, a autonomia chega a 10 horas.
Apple Watch Series 11

A Apple chama o Series 11 de “o Apple Watch mais resistente a riscos já feito”. Ele tem mais cobertura 5G, é mais eficiente no consumo de bateria e vem com o WatchOS 26 e o novo design “Liquid Glass”.
Entre os novos recursos de saúde, estão monitoramento auditivo, ciclo menstrual, saúde mental e mais. O destaque é o combate à hipertensão: usando dados do sensor óptico de batimentos, o relógio monitora padrões de pressão alta ao longo de 30 dias e alerta o usuário. A Apple espera notificar mais de 1 milhão de pessoas sobre hipertensão no próximo ano.
O Series 11 também traz o Sleep Score, que avalia a qualidade do sono, comparando com sua média e identificando interrupções.
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A bateria agora dura até 24 horas. Está disponível em preto, prata, dourado e cinza espacial, com novas pulseiras da Apple, Nike e uma versão Hermes em tricô com mostrador animado. Preço inicial: US$ 399.
Apple Watch SE 3

Versão de entrada do Apple Watch, agora com tela sempre ativa, suporte a gestos para controle com uma mão, sensor de temperatura no pulso (especialmente para saúde feminina) e alto-falantes laterais para música. Pela primeira vez, suporta carregamento rápido: 15 minutos de carga rendem 8 horas de uso. Preço inicial: US$ 249.
Apple Watch Ultra 3

O modelo topo de linha ganhou tela mais brilhante em ângulos inclinados e bordas mais finas, resultando no maior display já feito para um Apple Watch. Além de melhor suporte 5G, agora conta com conectividade via satélite para emergências, mensagens e compartilhamento de localização em áreas remotas.
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A bateria dura até 42 horas. Disponível em preto e titânio natural, com novas pulseiras, incluindo uma linha de borracha da Hermes. Preço inicial: US$ 799.
iPhone 17

Agora com tela ProMotion de 120 Hz (antes exclusiva dos modelos Pro), display sempre ativo, brilho recorde e menos reflexo graças a um revestimento antirreflexo de 7 camadas. Disponível em branco, preto, verde, roxo e azul, com a melhor resistência a riscos já vista em um iPhone.
Equipado com chip A19 (3 nm) e motor neural aprimorado para Apple Intelligence, além de maior largura de banda de memória para rodar modelos de linguagem mais rápido. O carregamento rápido foi melhorado: 20 minutos rendem 8 horas de vídeo.
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O sistema de câmera traseira dupla inclui uma ultra-angular de 48 MP (4x mais resolução que no iPhone 16). A câmera frontal agora tem sensor quase duas vezes maior e suporte ao recurso Center Stage. É possível alternar entre retrato e paisagem com um toque, e o enquadramento se ajusta automaticamente para incluir mais pessoas.
Armazenamento inicial: 256 GB. Preço inicial: US$ 799.
iPhone Air

Novo modelo da linha, com preço inicial de US$ 999.
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iPhone 17 Pro e Pro Max

Com telas de 6,3″ e 6,9″, respectivamente, usam liga de alumínio de grau aeroespacial para melhor dissipação térmica e menor peso. Disponíveis em prata, azul profundo e “laranja cósmico”.
O novo design térmico permite bateria maior e antena aprimorada. O vidro traseiro foi substituído por ceramic shield, 4x mais resistente a trincas.
A bateria é a melhor já vista em um iPhone: até 39 horas de vídeo no modelo eSIM-only.
O sistema de câmeras inclui sensor 56% maior, lente teleobjetiva 8x e suporte a ProRes RAW. A Apple afirma que toda a apresentação foi filmada com um iPhone 17 Pro.
Preço inicial: US$ 1.099 (Pro) e US$ 1.199 (Pro Max).
Contexto e implicações para a Apple
Os anúncios chegam em meio à pressão de analistas focados em IA, insatisfeitos com o ritmo de evolução do Apple Intelligence. Apesar de resultados financeiros sólidos (receita recorde no 3º trimestre, +10% ano a ano), a Apple enfrenta críticas por atrasar a reformulação da Siri para 2026 — o que custou US$ 75 bilhões em valor de mercado em um único dia.
Além disso, a empresa prevê impacto de US$ 1,1 bilhão em tarifas no 4º trimestre fiscal de 2025. O Goldman Sachs projeta crescimento de vendas do iPhone de 5% em 2025 e 7% em 2026, caso os lançamentos tenham sucesso.
O consenso entre 31 analistas de Wall Street é de compra moderada, mas há quem considere o valuation alto para um crescimento “sólido, mas não excepcional”.
A estratégia da Apple parece focar em inovação de hardware para ganhar tempo até que suas capacidades de IA amadureçam em 2026 — mas isso traz riscos, especialmente se os novos produtos não impulsionarem ciclos de atualização como esperado.
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