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As ações da Lululemon Athletica Inc. caíram fortemente após o último relatório de resultados mostrar que a varejista de roupas para yoga está enfrentando dificuldades para sair de uma queda nas vendas, após anos de rápido crescimento.
A empresa reduziu suas projeções, prevendo vendas entre US$ 2,47 bilhões e US$ 2,5 bilhões para o terceiro trimestre, abaixo do esperado pelo mercado. Para o ano inteiro, a Lululemon revisou para baixo sua previsão de lucro por ação, que agora fica entre US$ 12,77 e US$ 12,97, contra até US$ 14,78 anteriormente.
O varejista também diminuiu a expectativa para a receita líquida anual, que agora deve ficar entre US$ 10,85 bilhões e US$ 11 bilhões, abaixo dos até US$ 11,3 bilhões projetados no primeiro trimestre.
As ações da Lululemon caíram mais de 13% às 16h20 em Nova York na quinta-feira.
“Estamos desapontados com os resultados do nosso negócio nos EUA e com alguns aspectos da execução dos nossos produtos”, disse o CEO Calvin McDonald em comunicado.
As vendas comparáveis do segundo trimestre cresceram 1%, abaixo da expectativa de quase 3% do mercado.
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McDonald está tentando tirar a Lululemon da crise enquanto a gestão alerta para a redução do consumo e aumenta alguns preços para lidar com os custos elevados de tarifas. Executivos vêm alertando ao longo do ano que os consumidores estão apertando os gastos.
Ele também tem trabalhado para simplificar a estrutura organizacional da empresa. Em junho, a Lululemon demitiu 150 funcionários corporativos, reduzindo o quadro nas centrais de suporte às lojas.
A empresa busca respostas para reconquistar investidores após a queda de 46% nas ações até o fechamento de quinta-feira. Essas dificuldades apagaram os ganhos obtidos durante a pandemia, quando os consumidores migraram para roupas confortáveis.
O forte crescimento que impulsionou a receita em 140% em quatro anos se dissipou. Rivais mais jovens, como Alo Yoga e Vuori, estão ganhando participação de mercado. Como o restante da indústria de vestuário, a Lululemon também tenta equilibrar os custos das tarifas e manter sua lucratividade.
A empresa está apostando em uma grande mudança de marketing, investindo em atletas para reviver as vendas da marca de roupas para yoga e expandir além de suas raízes tradicionais.
A estrela americana do tênis Frances Tiafoe veste roupas da Lululemon no US Open, e o golfista Max Homa usa os equipamentos da marca no PGA Tour. No sinal mais claro das ambições da empresa, ela também contratou o heptacampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton como embaixador da marca.
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