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SÃO PAULO – O Banco Central do Japão decidiu, nesta quinta-feira (18), por 6 votos a 3, manter inalterada a taxa de juros, em 0,25% ao ano, considerada hoje a mais baixa de todos os países desenvolvidos.
O diretor da instituição, Toshihiko Fukui, descartou a possibilidade de que a decisão tenha sido motivada por pressão política e afirmou que os membros do BOJ pretendem avaliar com mais cuidado indicadores econômicos, como preços e inflação ao consumidor.
Sem pressão política
De acordo com Fukui, tais indicadores não foram fortes o suficiente para justificar um aumento na taxa de juros e acabaram dividindo a opinião dos integrantes da diretoria de política monetária do Banco Central.
Dias antes, no entanto, representantes políticos, como o líder do Partido Liberal Democrático, e a própria ministra da Economia, Hiroko Ota, praticamente apelaram para que o BOJ apoiasse o processo de recuperação do país, votando pela manutenção da taxa.
Expectativa
A economia japonesa tem se expandido em ritmo lento nos últimos dois anos. Confirmando essa tendência, os gastos do consumidor caíram 0,9% no terceiro trimestre de 2006, o maior declínio em quase uma década.
O índice nacional de preços ao consumidor, por sua vez, tiveram leve alta, de 0,2%, em novembro, na comparação com outubro, quando o percentual foi de 0,1%.
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Mesmo se o índice cair, puxado pelas sucessivas quedas no preço do petróleo, isso não diminui necessariamente a possibilidade de que ocorra um aumento nas taxas de juros, afirmou o diretor do BOJ.
O mercado, agora, concentra suas atenções para o próximo encontro da instituição, marcado para o mês de fevereiro.