Publicidade
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está em Brasília nesta terça-feira (2), no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de participação em uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
Aliado de primeira hora do ex-presidente, Tarcísio aproveita a estadia na capital para tratar de articulações em favor de uma anistia a Bolsonaro, bandeira que ele próprio tem defendido publicamente nas últimas semanas.

Atos de Bolsonaro revelam “nítida organização criminosa” contra democracia, diz PGR
Paulo Gonet afirmou que ex-presidente e aliados agiram coordenadamente para manter poder após derrota em 2022

“Ele não está bem de saúde”, diz advogado de Bolsonaro sobre ausência em julgamento
Em prisão domiciliar, ex-presidente será julgado com outros sete réus por crimes ligados à tentativa de golpe de 2022.
Apesar disso, não há registros de que tenha pedido autorização para visitar o ex-presidente, em prisão domiciliar, ou que acompanhe presencialmente as sessões do julgamento.
Ferramenta do InfoMoney
Baixe agora (e de graça)!
Agenda oficial
Na agenda oficial divulgada pelo governo paulista, consta apenas uma reunião com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa. Nos bastidores, porém, aliados relatam que o governador busca abrir espaço para conversas políticas sobre a pauta da anistia.
Segundo a CNN, Tarcísio chegou a telefonar ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a possibilidade de avanço de um projeto que conceda perdão a investigados tanto pela suposta trama golpista quanto pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A movimentação, no entanto, encontra resistência no entorno do presidente da Câmara, que considera inoportuno discutir anistia enquanto o STF julga Bolsonaro e seus aliados.
Sinalizações recentes
Nos últimos dias, Tarcísio reforçou sua posição em entrevistas: declarou que, se eleito presidente da República, sua primeira medida seria conceder indulto a Jair Bolsonaro. O gesto tem sido interpretado como uma forma de manter a fidelidade ao eleitorado bolsonarista e de se consolidar como herdeiro político do ex-presidente.