Maduro fala em “maior ameaça em um século” na América do Sul em meio a tensão com EUA

Presidente venezuelano denuncia reforço militar americano no Caribe e rejeita acusações de envolvimento com cartéis de drogas

Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segura seus óculos durante uma coletiva de imprensa, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos devido ao envio de navios de guerra americanos no sul do Caribe e águas próximas, que, segundo autoridades dos EUA, tem como objetivo enfrentar ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos, em Caracas, Venezuela, 1º de setembro de 2025. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segura seus óculos durante uma coletiva de imprensa, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos devido ao envio de navios de guerra americanos no sul do Caribe e águas próximas, que, segundo autoridades dos EUA, tem como objetivo enfrentar ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos, em Caracas, Venezuela, 1º de setembro de 2025. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

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A Venezuela está enfrentando a maior ameaça vista na América do Sul em um século, mas não se curvará a ela, afirmou o presidente Nicolás Maduro nesta segunda-feira, em uma rara coletiva de imprensa.

As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela aumentaram nas últimas semanas, em meio a um grande reforço naval dos EUA no sul do Caribe e em águas próximas, que, segundo autoridades norte-americanas, tem como objetivo enfrentar as ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez da repressão aos cartéis de drogas uma meta central de seu governo, parte de um esforço mais amplo para limitar a migração e proteger a fronteira sul dos Estados Unidos.

No entanto, Maduro, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e outras autoridades afirmam que os EUA estão ameaçando seu país com a força naval e que essa ação faz parte de um esforço para justificar uma intervenção contra a Venezuela.

“A Venezuela está enfrentando a maior ameaça que já foi vista em nosso continente nos últimos 100 anos”, disse Maduro a jornalistas, autoridades e militares uniformizados em Caracas. “Nunca se viu uma situação como essa.”

Seu país é pacífico, acrescentou Maduro, mas não se curvará às ameaças.

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O governo venezuelano tem rejeitado as afirmações dos EUA de que o país e sua liderança são fundamentais para o grande tráfico internacional de drogas.

Em agosto, os Estados Unidos dobraram a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões, devido a alegações de tráfico de drogas e ligações com grupos criminosos.