FII XPML11 vende frações de 9 shoppings por R$ 1,6 bi; veja impacto nos dividendos

A participação nos empreendimentos foi negociada com a Riza Real Estate, que estruturaria um novo fundo imobiliário

Wellington Carvalho

Ativos mencionados na matéria

Tietê Plaza Shopping (Foto: Divulgação)
Tietê Plaza Shopping (Foto: Divulgação)

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O FII XP Malls (XPML11) assinou compromisso para a venda de participação em nove shoppings que compõem atualmente o portfólio do fundo. A operação está estimada em R$ 1,6 bilhão, de acordo com comunicado ao mercado divulgado pelo fundo nesta sexta-feira (29).

Segundo o documento, o negócio foi fechado com a Riza Real Estate Gestora, que estaria estruturando um novo fundo imobiliário. A operação envolve os seguintes empreendimentos:

Impacto nos dividendos

Segundo comunicado do XP Malls, o fundo receberá 68% do valor da transação à vista. O restante, 32%, será quitado em até cinco anos.

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A venda vai gerar uma liquidez de aproximadamente R$ 1 bilhão, acrescenta o documento, e representa um ganho de capital de R$ 278 mil – potencial distribuição bruta de dividendos de R$ 4,90 por cota.

Racional da operação

A gestão do XP Malls explica que a transação segue a estratégia do fundo de compor um portfólio de participações minoritárias em ativos relevantes do mercado, administrados pelos principais players.

“Dessa forma, a composição dos ativos a serem alienados transforma participações atualmente majoritárias do XP Malls em minoritárias, em linha com sua estratégia”, destaca o comunicado divulgado sobre a venda das frações dos shoppings. “Além de alienar integralmente ativos que perderam representatividade no portfólio pelo crescimento natural do fundo”, segue o texto.

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Os gestores do XP Malls explicam também que a conclusão da operação injetará liquidez relevante no fundo, “capaz de reforçar sua estrutura de capital e disponibilidade imediata para honrar com as contas à pagar de aquisições de ativo”.

Em relatório gerencial, o fundo já chamava a atenção para a necessidade de caixa até o final de 2025 e a possibilidade de alienações de ativos.

“Isso significa que a diferença entre as obrigações já assumidas e o somatório dos valores a receber, saldo em caixa e disponibilidades resulta em um caixa negativo de aproximadamente R$ 347 milhões ao final desse ano”, destaca o relatório. “[Esse] valor poderá ser alterado a medida que o Fundo realize novas transações de compra ou venda de ativos ao longo de 2025”, complementava o texto divulgado pelo fundo, que destacava adicionalmente uma dívida de R$ 560 milhões.

O gestor do XPML11, Felipe Teatini, falou sobre o endividamento e a estratégia do fundo no programa Liga de FIIs.

Como fica o fundo agora?

A venda anunciada nesta sexta-feira (29), diz a equipe de gestão, também ajudará a manter o atual patamar de distribuição em R$0,92 por cota por um período mais longo, além de melhorar os indicadores operacionais do Fundo.

Vale lembrar que a conclusão do negócio ainda depende de condições previstas no contrato e que devem ser superadas em até 90 dias pela Riza.

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Atualmente, a carteira imobiliária do XPML11 é composta por 26 shopping centers, os quais possuem, em conjunto, área bruta locável (ABL) de aproximadamente 964 mil metros quadrados e mais de 5 mil lojas.

Fonte: Relatório gerencial do FII XPML11

Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.