Inadimplência das empresas aumenta 5,8% em dezembro de 2006, revela Serasa

No acumulado de 2006, o indicador também registrou alta, de 5,4%, em relação aos doze meses do ano anterior

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SÃO PAULO – A inadimplência entre as empresas brasileiras aumentou 5,8% em dezembro de 2006, na comparação com o mês anterior. Em relação ao décimo segundo mês de 2005, no entanto, o indicador registrou queda de 5%.

Já no acumulado do ano passado, houve aumento de 5,4% em relação aos doze meses de 2005, de acordo com os dados do Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica, divulgado nesta quarta-feira (31).

Destaque para os cheques sem fundos

A pesquisa mostra que a inadimplência das pessoas jurídicas se deve, principalmente, aos cheques sem fundos, que responderam por 39,3% do total de pagamentos não efetuados em dezembro.

Na segunda colocação, aparecem os títulos protestados, responsáveis por 39,2% da inadimplência empresarial no mês passado.

Em terceiro lugar, permanecem as dívidas com os bancos, que representaram 21,5% do total do mês. Em novembro, este tipo de inadimplência tinha representatividade de 21,3%.

Valores das dívidas

Se o peso das dívidas com o sistema financeiro é o menor no total da inadimplência, o mesmo não ocorre em relação aos valores das ocorrências. De janeiro a dezembro de 2006, o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi de R$ 3.714,24.

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Já a dívida média referente a títulos protestados ficou em R$ 1.400,29. Os cheques sem fundos, por sua vez, atingiram, em média, R$ 1.223,51 no mesmo período.

Avaliação

Segundo os técnicos da Serasa, embora o indicador da inadimplência da pessoa jurídica tenha fechado 2006 com crescimento de 5,4% com relação a 2005, esse resultado foi inferior a evolução do volume de crédito no mesmo período comparativo (alta de 22,1%).

A queda da inadimplência no mês de dezembro de 2006, na comparação ao mesmo período de 2005, segundo a Serasa, se deve em grande parte à melhora da atividade econômica, que impulsionou o mercado interno por meio do aumento do consumo, da produção, do emprego e da renda.