Bilhões de reais, mil postos, centenas de imóveis: números da operação contra o PCC

“Estamos falando de esquemas que operavam com múltiplas camadas, como fundos de investimento com estruturas societárias complexas e blindagem patrimonial", explicou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

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As três operações deflagradas nesta quinta-feira (28) – Carbono Oculto, Quasar e Tank – marcaram uma ofensiva inédita do Estado brasileiro contra a infiltração do crime organizado na economia formal. Ao todo, a ofensiva mobilizou mais de 1.400 agentes públicos, envolveu dez estados e revelou uma rede criminosa altamente estruturada, com atuação em postos, usinas, fintechs, distribuidoras e fundos de investimento.

“Estamos falando de esquemas que operavam com múltiplas camadas, como fundos de investimento com estruturas societárias complexas e blindagem patrimonial. Não é lavagem de dinheiro de um grupo específico, mas um modelo ‘disponível’ para uso por diferentes organizações criminosas”, afirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Veja, a seguir, os principais números consolidados das operações, com base em informações divulgadas pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério da Fazenda.

Números consolidados das três operações

Quem fez o quê

Embora articuladas conjuntamente, as três frentes de investigação tiveram origens distintas:

“No caso do Paraná, o que identificamos foi um desdobramento de uma investigação sobre tráfico de drogas que revelou fraudes em larga escala na cadeia de combustíveis. Adulteração, fracionamento de depósitos, empresas de fachada e lavagem de dinheiro”, explicou Andrei Rodrigues.

O diretor da PF ressaltou que, embora as operações tenham naturezas diferentes, há alvos em comum e o modelo de cooperação entre órgãos permitiu uma ofensiva de grande escala:

“Não é só a Polícia Federal, nem só a Receita, nem apenas os MPs. Essa é a demonstração de que o enfrentamento ao crime hoje exige articulação entre todos os braços do Estado, com respeito às atribuições legais de cada um.”

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Paulo Barros
Investimentos | Economia | Mercados

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos