Mosca-da-bicheira: entenda o que é a doença e seus sintomas

Os Estados Unidos detectou seu primeiro caso da doença no último domingo (24)

Victória Anhesini

Mosca (Foto de Nixon Johnson via Pexels)
Mosca (Foto de Nixon Johnson via Pexels)

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O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS, na sigla em inglês) confirmou no domingo (24) o primeiro registro no país de um caso humano de bicheira-do-Novo-Mundo, também conhecida como mosca-da-bicheira. A doença é provocada por um parasita que se desenvolve ao se alimentar da pele dos animais infectados.

O caso está sendo investigado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Departamento de Saúde de Maryland. O CDC confirmou que a doença ocorreu após o paciente retornar de viagem a El Salvador.

A doença bicheira-do-Novo-Mundo é causada pela mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax), um parasita que atinge mamíferos, inclusive os seres humanos. Suas larvas se instalam no corpo do hospedeiro e se alimentam da pele e dos tecidos, desenvolvendo uma condição chamada miíase, conhecida popularmente como bicheira. Se não for tratada, pode gerar complicações graves e até ser fatal.

A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) informa que as moscas fêmeas procuram por feridas na pele, onde depositam 343 ovos nas bordas do ferimento. Em 12 a 24 horas, as larvas eclodem e começam a se alimentar rapidamente do tecido do hospedeiro.

De acordo com o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal, do Departamento de Agricultura dos EUA, a bicheira-do-Novo Mundo ainda é considerada endêmica em países como Cuba, Haiti, República Dominicana e em partes da América do Sul.

Em 2023, o Panamá registrou mais de 6.500 casos da doença. Desde então, novos focos foram identificados em Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize, El Salvador e também no México.

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Sintomas

O CDC divulgou que sofrer da infestação de larvas da bicheira pode ser doloroso e incluí sintomas como: 

O diagnóstico e detecção final da doença deve ser realizada por análise clínica dos sintomas e infestação. É importante destacar que o histórico de viagens para países endêmicos colabora na identificação da doença e a espécie que infecciona.

O tratamento mais indicado é por meio da remoção das larvas, que pode ser feito cirurgicamente ou não. O CDC não recomenda a tentativa de removê-las e descartá-las sozinho. 

A melhor forma de prevenção é utilizando repelente de insetos e manter quaisquer feridas abertas limpas e cobertas. Em locais endêmicos, é recomendado utilizar telas mosquiteiras.