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A prefeita de Washington, Muriel Bowser, e o procurador-geral da cidade, Brian Schwalb, entraram com uma ação judicial contra o governo Donald Trump nesta sexta-feira (15). A ação foi ingressada após a prefeitura da capital rejeitar uma ordem da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, para nomear um novo chefe emergencial para o departamento de polícia local. A medida foi classificada como ilegal pelas autoridades locais.
A ação na Justiça federal representa a mais contundente reação de autoridades do Distrito de Columbia contra o que consideram uma tentativa de tomada de controle da polícia da capital. O governo federal baseia sua decisão em uma lei da década de 1970 que garante autonomia limitada a Washington, mas permite que o presidente solicite os serviços da polícia local em casos de “condições especiais de emergência”.

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Na noite de quinta-feira (14), a procuradora Pam Bondi anunciou a nomeação do diretor da DEA como comissário de polícia emergencial. Em resposta, Schwalb afirmou na rede X que a medida representa um abuso da autoridade temporária e limitada prevista na lei. “Esta é a ameaça mais grave à autonomia de D.C. que já enfrentamos, e estamos lutando para impedi-la”, escreveu.
A prefeita Bowser também indicou que não pretende cumprir a ordem, elevando a tensão entre a administração municipal e o governo federal. O caso pode redefinir os limites da chamada Home Rule, regra que garante à capital dos EUA algum grau de autogoverno, mas que não impede intervenções presidenciais sob determinadas circunstâncias.
Intervenção em Washington
A intervenção de Trump em Washington teve início formal na quarta-feira (13), com a mobilização de mais de 1.450 policiais, incluindo agentes federais e locais. No primeiro dia, 76 pessoas foram presas, segundo a polícia da capital. A média diária de prisões em Washington em 2024 foi de 56. As principais acusações foram por dirigir alcoolizado, ausência de documentos e resistência à prisão. Sete armas ilegais foram apreendidas.
A Casa Branca atribuiu os números à eficácia da operação e defendeu a ampliação da medida. “Vamos apresentar um projeto de lei sobre crimes, que inicialmente se aplicará a Washington”, disse o presidente Trump, acrescentando que pretende usar o modelo como referência para cidades como Nova York, Los Angeles e Chicago, todas governadas por democratas.
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Apesar de o Congresso estar em recesso até setembro, Trump afirmou que poderá prorrogar a intervenção por outras vias. “Se for uma emergência nacional, podemos fazer isso sem o Congresso”, declarou.
Segundo críticos, o discurso de Trump ignora dados de criminalidade mais elevados em cidades como St. Louis, New Orleans e Anchorage, priorizando centros urbanos governados por adversários políticos. A criminalidade em Washington, especificamente, caiu ao menor nível em 30 anos.
(Com Washington Post e Politico)