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Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (FecomercioSP) reconheceu a necessidade das medidas contra o tarifaço anunciadas nesta quarta-feira, 13. A entidade aponta que o pacote dá fôlego aos setores mais atingidos pela elevação das tarifas de importação por Donald Trump, mas cobrou foco nas negociações, na diminuição das tensões.
“As medidas contra o tarifaço dão fôlego aos setores atingidos. O foco agora deve ser negociar, o foco agora deve ser a diminuição das tensões”, diz a nota.

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“No entanto, o programa de alívio reforça nossa visão de que o efeito líquido sobre a atividade econômica em 2025 pode ser menor do que o previsto anteriormente”, ressaltou
Para a entidade, as medidas anunciadas hoje pelo Executivo para conter danos causados pelo tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil eram necessárias diante da gravidade da situação.
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“As políticas, que envolvem disponibilidade de crédito a empresas mais atingidas, adiamento de arrecadação de impostos, estímulos via compras governamentais e apoio jurídico nos tribunais norte-americanos terão efeitos significativos, sobretudo, para produtos industrializados que, com a taxação do mercado estadunidense, ficam provisoriamente sem direcionamento”, acrescenta a nota da FecomercioSP.
Essas mercadorias, de acordo com a entidade, não serão realocadas em outros mercados no curto prazo e, por isso, as empresas que as produzem estão sujeitas a impactos mais sérios, os quais, em alguns casos, prejudicam regiões inteiras do País. Portanto, sem um resgate imediato, a sobrevivência desses negócios estaria em risco.
No entanto, segundo a FecomercioSP, é preciso que o governo não aumente ainda mais a tensão diplomática com a Casa Branca. “O momento é de evitar declarações retaliatórias e evitar discussões públicas improdutivas. É mais relevante negociar com responsabilidade e moderação. Só assim as medidas – que a Federação entende não ter fundamento econômico – terão a chance de ser revertidas”, avalia a entidade.