Energia do futuro: conheça mais sobre as vantagens e desvantagens do Biodiesel

O Brasil é um dos pioneiros nas tecnologias para produção do biodiesel, que deve reduzir dependência do petróleo

Publicidade

SÃO PAULO – Biodiesel: a palavra provavelmente não soa estranha e você já deve ter ouvido falar. Se entre suas idéias, você pensou em energia combinada à vida, a resposta não está completamente errada.

A definição correta é combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, como mamona, soja e dendê e que pode ser utilizado em qualquer veículo movido a diesel. Seu uso pode permitir a redução da dependência de combustíveis derivados do petróleo, além de auxiliar na preservação do meio-ambiente e no desenvolvimento da agricultura.

É por isso que a fama do biodiesel está na forte possibilidade de se tornar a energia do futuro, como uma alternativa às fontes tradicionais não-renováveis.

Fabricação

O meio mais utilizado atualmente para produzir biodiesel é a transesterificação. Apesar do nome complicado, o entendimento do processo não exige grandes conhecimentos de química. De forma simplificada, pode ser dito que ele serve para separar o óleo vegetal ou gordura animal em sub produtos distintos.

O processo consiste numa reação química dos óleos vegetais ou gorduras animais com o álcool comum (etanol) ou o metanol, estimulada por um catalisador. Isso separa a glicerina do óleo vegetal, lembrando que cerca de 20% de uma molécula de óleo vegetal é formada por glicerina.

Além da glicerina, a cadeia produtiva do biodiesel gera uma série de outros co-produtos (torta, farelo etc.) que podem agregar valor e se constituir em outras fontes de renda importantes para os produtores.

Alternativa ao fim do petróleo?

Uma eventual exaustão das reservas mundiais de petróleo nas próximas três ou quatro décadas e a necessidade de redução da emissão de gases poluentes, sobretudo o dióxido de carbono, que ameaçam o meio ambiente, são os principais fatores que tornam urgente a substituição dos combustíveis de origem fóssil.

A interpretação é do presidente do Conselho de Administração da Brasil Ecodiesel, maior fornecedora de biodiesel do Brasil, Jorio Dauster.

Vantagens

Entre as principais vantagens do biodiesel, os especialistas destacam:

Continua depois da publicidade

  • O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo, reduzindo emissões de poluentes, como o dióxido de carbono e gases derivados do enxofre.
  • Promove o desenvolvimento da agricultura nas zonas rurais, criando emprego e evitando a desertificação.
  • É uma energia renovável.
  • O capital para a pesquisa e prospecção do petróleo poderá ter um fim social melhor, visto que o biodiesel não requer esse tipo de investimento.

    Desvantagens

    Por outro lado, os especialistas também destacam algumas das principais desvantagens do biodiesel:

  • Apesar de ser um combustível renovável, sua capacidade de produção é limitada, pois depende das áreas agrícolas disponíveis (que terão, também, de ser usadas para fins alimentares) e, portanto, só poderá substituir parcialmente o óleo diesel derivado do petróleo.
  • Ainda tem que ser utilizado em proporções com o óleo diesel comum até que sejam feitos alguns ajustes nos motores a diesel para que possa ser utilizado puro.

    “PNPB: o novo combustível do Brasil”

    Lançado oficialmente em 6 de dezembro de 2004 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PNPB (Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel) autoriza a implantação do uso comercial do biodiesel. O objetivo é consolidar de forma sustentável, tanto técnica, como economicamente, a produção e uso do biodiesel, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional, via geração de emprego e renda.

    A Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, estabelece a obrigatoriedade da adição de um percentual mínimo de biodiesel ao óleo diesel comercializado ao consumidor, em qualquer parte do território nacional. Esse percentual obrigatório será de 5% oito anos após a publicação da lei, tendo um percentual obrigatório intermediário de 2% três anos após a publicação da mesma.