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A Adidas divulgou um pedido público de desculpas nesta terça-feira (12) após a presidente do México, Claudia Sheinbaum, criticar a marca por lançar um modelo de calçado inspirado nas tradicionais sandálias huarache, típicas de comunidades indígenas, sem atribuir o design ou dar crédito aos artesãos locais.
O caso reacende o debate sobre apropriação cultural na indústria da moda, tema que já havia colocado outras grifes sob escrutínio. Há poucas semanas, a italiana Prada foi alvo de reação na Índia ao apresentar, em Milão, uma sandália inspirada nos chinelos Kolhapuri.

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O modelo em questão, batizado de Oaxaca slip-on, foi lançado há cinco dias pelo designer Willy Chavarria em parceria com a Adidas. O calçado combina uma sola preta de tênis com a trama de couro característica das huaraches, tradicionalmente produzidas na Villa Hidalgo Yalálag, em Oaxaca.
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“Oferecemos um pedido público de desculpas e reafirmamos nosso compromisso de colaborar com Yalálag em um diálogo respeitoso que honre seu legado cultural”, disse a Adidas em nota.
Chavarria também se manifestou no sábado (9), afirmando estar “profundamente arrependido” e reconhecendo que o design deveria ter sido desenvolvido em parceria direta e significativa com a comunidade.
Reação do governo mexicano
Sheinbaum declarou que seu governo avalia ações legais para proteger comunidades indígenas da apropriação indevida de seus designs por empresas multinacionais.
Autoridades de Oaxaca também condenaram o produto, reforçando a necessidade de mecanismos de proteção à propriedade intelectual tradicional.